Peru: Humala pede mediação da Igreja no conflito em Cajamarca

Mais Lidos

  • "A adesão ao conservadorismo político é coerente com uma cosmologia inteira que o projeto progressista rechaça". Entrevista especial com Helena Vieira

    LER MAIS
  • Quando uma estudante de teologia desafiou o cardeal

    LER MAIS
  • Neste ano, o El Niño deve ser terrível. Artigo de Vivaldo José Breternitz

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

09 Julho 2012

O presidente do Peru, Ollanta Humala, nomeou na última sexta-feira Dom Miguel Cabrejos como mediador no conflito na região de Cajamarca, localizada no noroeste do país, devido ao projeto de mineração Conga, que resultou em cinco mortos e dezenas de feridos.

A reportagem é da agência Efe, 08-07-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Por sua parte, Cabrejos aceitou a proposta presidencial. "Recebemos a carta do Ministério da Justiça na manhã de hoje, e a Conferência Episcopal Peruana está totalmente de acordo com esse pedido", disse ele ao Canal N.

Cabrejos explicou que o seu objetivo será facilitar o diálogo entre o governo e os manifestantes, que se opõem devido ao projeto de mineração, liderados pelo presidente regional, Gregorio Santos, e o chefe de Terra e Liberdade, Marco Arana.

"Naturalmente, não é simples. Eu já estive (nos conflitos de) Bagua, Quillabamba e Espinar, e isso me deu uma certa visão do que acontece no Peru", disse ele ao jornal Perú21.

Ele também fez um pedido de calma. "Peço serenidade, tranquilidade para todos, para a população, para os dirigentes, para a polícia. A violência não leva a nada", defendeu.

Protestos

Os distúrbios começaram na última quarta-feira no município de Celendín, quando centenas de pessoas se manifestaram contra o projeto de mineração Conga, no valor de cerca de 4,8 bilhões de dólares (3,8 bilhões de euros), por considerar que ele irá extrair os recursos hídricos da região.

Os protestos se estenderam para outros municípios de Cajamarca e resultaram em enfrentamentos entre manifestantes e forças de segurança que, até agora, provocaram a morte de cinco pessoas, entre elas um jovem 17 anos e dezenas de feridos, entre manifestantes e policiais.

Por causa disso, o governo declarou o estado de emergência nas províncias de Celendín, Hualgayoc e Cajamarca. A medida estará vigente durante 30 dias e poderá ser prorrogada no caso de as circunstâncias que levaram à sua implementação persistirem.