Austrália: bispo renuncia e ataca o Vaticano

Mais Lidos

  • O Brasil pode viver novo boom das commodities com a guerra?

    LER MAIS
  • ​A estética grotesca dos EUA, seja do ponto de vista discursivo ou do belicismo tacanho, mostra um imperialismo que abandona qualquer subterfúgio retórico e revela ao mundo mais fragilidades do que forças

    O imperialismo está nu: era Trump retrata não a força do gigante do norte, mas sua decadência. Entrevista especial com Juliane Furno

    LER MAIS
  • Thiel leva suas palestras sobre o Anticristo à porta do Vaticano, e as instituições católicas recuam

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

18 Junho 2012

O último bispo católico australiano abertamente progressista, Pat Power, da Diocese de Canberra, a capital federal da Austrália, renunciou, citando a incapacidade do Vaticano de ouvir e as duas crises, dos abusos sexuais do clero e da carência de sacerdotes, assim como os problemas mais alarmantes que a Igreja tem pela frente. Dom Power, 70 anos e há 25 anos na liderança diocese, deveria se aposentar apenas daqui a cinco anos, mas sairá no dia 30 de junho.

A reportagem é do sítio Vatican Insider, 13-06-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Depois que o bispo de Toowoomba, em Queensland, Bill Morris, foi desautorizado pelo papa no ano passado pelas suas posições em favor do sacerdócio feminino e pelas críticas pelos abusos do clero, Power era o único bispo no país a desafiar publicamente o Vaticano.

Ele definira os abusos sexuais como "uma terrível mancha na Igreja" e defendeu que o costume do Vaticano ao sigilo criou as condições para que pudessem prosperar os abusos sexuais e muitas outras formas de abuso.

Dom Power havia se tornado conhecido como um dos líderes católicos mais progressistas, questionando o celibato dos padres e a exclusão das mulheres do sacerdócio. "Acredito que são necessárias na Igreja amplas reformas, e a minha grande tristeza é o fato de que o Concílio Vaticano II nos mostrou o caminho para nos prepararmos para levar a mensagem de Cristo ao mundo moderno", disse ele ao anunciar sua renúncia no último dia 13.