Lista de objetivos para a Rio+20 segue indefinida

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04 Junho 2012

A última rodada de negociações do documento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, foi encerrada ontem na sede da ONU, em Nova York, sem uma definição de quais serão os temas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - considerado um dos principais pilares da reunião de chefes de Estado e de governo, entre os dias 20 e 22 deste mês, no Rio de Janeiro.

A reportagem é de Gustavo Chacra e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 03-06-2012.

"Apesar de haver consenso em torno dos objetivos, as áreas ou temas específicos ainda não foram definidos", disse o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, que comanda a delegação brasileira nas negociações na ONU.

O principal debate se dá na quantidade de áreas incluídas nas metas, que vão de mineração a oceanos, passando por água e economia verde. A União Europeia defende que sejam cinco. Alguns países falam em até 15. O Brasil se diz flexível, mas diz que o ideal seria entre oito e dez.

Por enquanto, apenas está confirmado que a adoção da ideia de criar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável ocorrerá no Rio. Também será lançado um processo de negociação para metas numéricas desses objetivos com prazo de definição até 2015. E os três pilares do desenvolvimento sustentável (economia, sociedade e ambiente) devem reger os debates na conferência.

O chamado Rascunho Zero do documento contava inicialmente com 6 mil páginas, mas foi reduzido para 19 na segunda rodada de negociações, em março. Com os adendos colocados pelos governos envolvidos, subiu para 200 na terceira rodada, em maio. Como não se chegou a um consenso, foi marcada uma rodada extra, encerrada ontem.

Os copresidentes receberam um rascunho de cerca de 80 páginas e, com base nele, produzirão um novo documento para ser apresentado nas reuniões do Comitê Preparatório da Rio+20, a partir do dia 13, no Rio.

Nas negociações, existem blocos como o do G-77, formado por mais de cem países e que, no caso da Rio+20, tem o Brasil como líder. Outras nações, como os Estados Unidos, agem independentemente.