Belluzzo: "Dilma é uma boa economista"

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

05 Mai 2012

A presidente Dilma Rousseff é uma grande economista, avalia o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, que foi professor da presidente na disciplina Paradigma Econômico, na Universidade de Campinas (Unicamp).

A reportagem é de Francisco Carlos de Assis e Ricardo Leopoldo e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 05-05-2012.

Questionado se a presidente está sendo uma boa aluna ao conduzir a economia adotando mudanças necessárias em pontos polêmicos em que seus antecessores evitaram mexer, como a alteração da rentabilidade da poupança, Belluzzo se esquivou. "Não posso falar isso da presidente da República. Ela foi minha aluna há muito tempo. O que posso dizer é que ela é uma boa economista."

Belluzzo não quis dizer também quais são os autores da economia que "fazem a cabeça" da presidente Dilma. Explicou que ela leu todos os autores porque a Unicamp se preocupa em ministrar todos os autores clássicos para seus alunos para fomentar o debate amplo sobre os paradigmas da economia. Segundo ele, não se pode enquadrar a presidente em uma determinada linha de pensamento econômico - desenvolvimentista ou ortodoxa. "Ela é uma boa economista", reiterou, ao sair gargalhando e rapidamente para participar do seminário Brasil 2020 Rumos da Economia, realizado ontem em São Paulo pela revista Brasileiros.

Para Belluzzo, a mudança nas regras da poupança foi feita de forma habilidosa porque põe fim a um investimento cuja rentabilidade era uma anomalia. O governo anunciou que, se o Banco Central cortar a taxa básica de juros para 8,5% ao ano ou menos, a poupança passará a ser remunerada na proporção de 70% da taxa Selic mais Taxa Referencial (TR) para depósitos feitos a partir de ontem.

Indagado se as novas regras trarão prejuízo ao poupador, Belluzzo disse que não. "O que vai acontecer é que vão deixar de ganhar o que não deveriam ganhar, que era uma anomalia. Qual é o benefício? É difícil perceber isso do ponto de vista individual. O governo tem de olhar isso do ponto de vista coletivo. E, olhando do ponto de vista do conjunto, manteve a garantia que não vai deteriorar o valor dos estoques de riqueza acumulados, mas ao mesmo tempo vai dar uma remuneração compatível com crescimento da renda, do emprego e da riqueza nacional."