Alemães gostam mais do Dalai Lama do que do papa

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • ​Economista e jesuíta francês ministra videoconferência nesta terça-feira, 28-04-2026, em evento promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com Instituto Humanitas Unisinos – IHU

    Gaël Giraud no IHU: Reabilitar os bens comuns é uma resposta política, social, jurídica e espiritual às crises ecológicas e das democracias

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

13 Janeiro 2012

Se tivessem que escolher um modelo no qual se inspirar, entre o Dalai Lama e o "seu" Papa, os alemães não teriam dúvidas: melhor o líder espiritual tibetano. É o resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto Forsa para a revista semanal Stern.

A reportagem é de Alessandro Alviani, publicada no sítio Vatican Insider, 11-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto..

Apenas um terço dos cidadãos alemães (32%) vê em Bento XVI um modelo. O Dalai Lama, ao contrário, soma 69% e ficou em terceiro na lista das pessoas consideradas exemplares pelos alemães. O primeiro é o ex-presidente sul-africano e líder do movimento antiapartheid Nelson Mandela (82%), seguido pelo ex-chanceler alemão Helmut Schmidt (74%).

Também estão melhor classificados do que Bento XVI a chanceler Angela Merkel, que representa um modelo para cada um dentre dois alemães (51%), o presidente norte-americano Barack Obama (64%) e o treinador da seleção alemã de futebol, Joachim Löw (54%).

Pior do que o papa, entre os dez nomes apresentados pela Forsa aos alemães, está apenas o presidente federal Christian Wulff, envolvido em um escândalo por ter feito um empréstimo a juros baixos de um amigo empresário e por ter tentado bloquear o furo jornalístico com ameaças telefônicas ao diretor e ao editor do jornal Bild. Apenas 21% dos alemães consideram Wulff como um modelo.

Enfim, parecem estar muito distantes os tempos do já histórico título Wir sind Papst (Nós somos o papa), escolhido pelo Bild no dia seguinte à eleição do cardeal Ratzinger a novo pontífice em 2005, que se tornou sinônimo do orgulho e do sentimento de identificação dos alemães naquela época.