Pescadores denunciam vazamento no Espírito Santo

Mais Lidos

  • Zohran Mamdani está reescrevendo as regras políticas em torno do apoio a Israel. Artigo de Kenneth Roth

    LER MAIS
  • “Os discursos dos feminismos ecoterritoriais questionam uma estrutura de poder na qual não se quer tocar”. Entrevista com Yayo Herrero

    LER MAIS
  • Os algoritmos ampliam a desigualdade: as redes sociais determinam a polarização política

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

09 Dezembro 2011

Adeci de Sena, presidente da Associação de Pescadores de Campo Grande, litoral norte do Espírito Santo, denunciou ontem um vazamento ocorrido anteontem no Terminal Norte Capixaba da Transpetro, subsidiária da Petrobrás. Segundo ele, o vazamento atingiu a areia da praia de Campo Grande, em Linhares.

A reportagem é de Pedro Dantas e Monica Ciarelli e publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, 09-12-2011.

Em nota, a Transpetro confirmou o acidente. "Foi detectado um filete de água oleosa nas proximidades da monoboia do Terminal Norte Capixaba, durante operação de manutenção." Segundo a empresa, o vazamento aconteceu em uma área cercada por barreiras de contenção. Por isso, os vestígios de água oleosa foram rapidamente absorvidos. A companhia disse que comunicou o acidente ao órgão ambiental na manhã de ontem.

O presidente da associação conta que barqueiros viram manchas de óleo no mar e uma grande movimentação de helicópteros e barcos na plataforma desde anteontem. O terminal está a 3 km da costa. Apesar de técnicos do terminal terem informado a associação de que o vazamento foi de pequena proporção, o presidente se mostrou irritado com a falta de orientações da estatal.

"Os pescadores levam seis horas para trazer a pesca que conseguiam em no máximo duas horas, para evitar a área contaminada por óleo. O problema da Transpetro é não sentar com os pescadores para explicar o que vai fazer sobre o vazamento. Nós dependemos da pesca para sobreviver", disse Sena. Sua filha, Kelly Ramalho de Sena, de 20 anos, disse que ontem as manchas de óleo chegaram à areia e que funcionários de empresas terceirizadas da estatal executavam a limpeza.

O advogado dos pescadores, Maurício Pellegrino, declarou que vai juntar as informações aos processos já existentes. Segundo ele, três ações coletivas por dano ambiental contra a Transpetro estão em andamento na Justiça. "Ocorre um vazamento a cada seis meses. Desde 2005, quando iniciou a operação do TNC, os pescadores apanham 30% menos peixes", lamentou.