"Nós temos que alterar as análises de risco’, diz oceanógrafo

Mais Lidos

  • O preço do progresso: o lado sombrio dos minerais críticos na Amazônia

    LER MAIS
  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

20 Novembro 2011

O vazamento da Chevron, que ocorreu em fissuras de uma fenda no leito do oceano, deve mudar os paradigmas da exploração de petróleo no Brasil. Essa é a opinião de David Zee, o oceanógrafo e professor da Uerj que atua como perito para a Polícia Federal no inquérito sobre este acidente. Ele afirma que a lição deste vazamento é que problemas como estes podem ocorrer em outras perfurações:

— O vazamento ocorreu em fissuras, microfissuras de uma fenda, que é uma fragilidade geológica do fundo do mar. Não fomos suficientemente cautelosos para prever este tipo de acidente. Ele com certeza fará parte do registro de acidentes e tem de ser incorporado às futuras análises de impacto ambiental, de análise de riscos de acidentes. Tem que haver simulações de diversos tipos de acidente e desenvolver protocolos específicos de salvaguarda.

A reportagem é de Henrique Gomes Batista e publicada pelo jornal O Globo, 20-11-2011.

O perito lembra que, sem um procedimento específico para este tipo de acidente, toda reação fica mais complexa:

— Não temos domínio completo sobre acidentes como este. Problemas além de 200, 250 metros são como se fossem um problema em outro planeta.