"É preciso taxar as transações financeiras", afirma primaz anglicano

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04 Novembro 2011

A mais alta autoridade da Igreja Anglicana, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, se inclina aos indignados acampados há semanas diante da Catedral de Saint Paul, em Londres, e pede que sejam taxadas as transações financeiras.

A reportagem é do sítio Vatican Insider, 02-11-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em uma entrevista publicada nesta quarta-feira, 2 de novembro, no Financial Times, Williams denuncia como "vagos" os pedidos dos manifestantes, assinalando, portanto, que "já é tempo de serem mais precisos".

Uma contribuição nesse sentido, continua, veio na semana passada por parte do Vaticano, no documento intitulado Por uma reforma do sistema financeiro internacional na perspectiva de uma autoridade pública de competência universal, que oferece recomendações não "para mudar tudo de uma vez só, mas para reduzir os danos de certas práticas e pressupostos".

Williams sugere uma "clara separação entre as atividades normais dos bancos e as transações especulativas", "uma recapitalização dos bancos" e a adoção de "uma taxa sobre as transações financeiras", conhecida também como "Robin Hood Tax".

O arcebispo recorda também o apoio já manifestado à Robin Hood Tax por bilionários como George Soros e Bill Gates, assim como por diversos países europeus, "com uma forte declaração nesta semana por parte do ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble".

"Poderemos chegar à melhor solução para a infeliz disputa em Saint Paul – conclui Williams – se as questões levantadas pelo Vaticano levem a um esforço conjunto para fazer avançar o debate e chegar a uma mudança efetiva e confiável no mundo financeiro".