Bispo emérito de Sucumbíos entra no 20º dia de greve de fome

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13 Junho 2011

Dom Gonzalo López Marañón, bispo emérito de Sucumbíos, no Equador, entra no seu 20º dia de greve de fome pela paz e a reconciliação em Sucumbíos. Na Alemanha, mais de 300 teólogos e teólogas publicam um manifesto por uma reforma da Igreja católica romana.

A reportagem está publicada no blog da Igreja de Sucumbíos – Isamis, 12-06-2011. A tradução é do Cepat.

Parque La Alameda, Quito. Hoje, domingo de Pentecostes, completam-se 20 dias de jejum de dom Gonzalo López Marañón, bispo emérito de Sucumbíos.

As e os jovens acompanharam a greve de fome de dom Gonzalo durante este fim de semana. Reunidos sob o lema "Por uma Igreja Livre e Libertadora’, um grupo de cerca de 30 jovens de Sucumbíos e de Quito passaram a noite em vigília no Acampamento pela Reconciliação, situado no Parque La Alameda da capital.

O grupo de jovens trabalha em dois manifestos, um dirigido para informar a população, e outro para solicitar à Conferência Episcopal um melhor tratamento da situação em Sucumbíos e para defender o modelo criado ali, segundo explica Samuel Mendoza, um dos jovens que passou dias e noites inteiros na vigília de Nueva Loja.

A Igreja católica vive momentos de duras críticas em todo o mundo. No Equador, as amostras de solidariedade com o jejum iniciado há 20 dias pelo bispo emérito de Sucumbíos são exemplo da defesa que muitos católicos fazem de um modelo afastado de luxos, hierarquia e patriarcado.

O jejum no Equador está mexendo com consciências e pôs muitas pessoas a trabalhar. Como os jovens de Quito e Sucumbíos.

Na Alemanha, muito distante de Sucumbíos e do Equador, geograficamente falando, nasce um manifesto crítico com o status quo. Igreja 2011: uma virada necessária, com este título é publicado [em fevereiro de 2011] um manifesto a favor de uma reforma da Igreja católica romana, elaborado e assinado por mais de 300 teólogos e teólogas professores universitários da Alemanha, terra natal do atual Papa.

De volta à América Latina, o Acampamento pela Reconciliação de Sucumbíos continua em pé com nove barracas e uma atividade em torno da reconciliação e do modelo de igreja-comunidade.