"Mudei de ideia sobre a energia nuclear", afirma Angela Merkel

Mais Lidos

  • Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

    “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota”. Entrevista com Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra

    LER MAIS
  • Sobre a possibilidade de um golpe de Estado. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS
  • Os preparativos de Trump para o controle do Brasil. Artigo de Luís Nassif

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

03 Abril 2011

Angela Merkel, que acreditava na energia nuclear, confessa abertamente, pela primeira vez, que mudou de ideia e que quer chegar ao consenso mais amplo possível sobre uma nova estratégia energética para a Alemanha, quarta potência econômica mundial. A chanceler fez essas declarações na entrevista concedida à edição dominical do jornal Bild am Sonntag.

A reportagem é do jornal La Repubblica, 03-04-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"O governo federal", diz Merkel, fará todo esforço possível "para ir nesse caminho junto com uma grande maioria dos cidadãos". Até maio, ou seja, antes do término da moratória de três meses decretada depois da tragédia de Fukushima sobre o prolongamento do uso dos 16 reatores alemães ativos (prolongamento que estava previsto de 2025 a 2035, mais ou menos), a chanceler quer abrir o diálogo com as Igrejas, os grupos ambientalistas e os sindicatos. E depois iniciar conversas com todos os grupos parlamentares no Bundestag, portanto também com a Linke.

Quanto às centrais atualmente desligadas para controles de segurança, o seu religamento ou não irá depender dos resultados dos controles. "A segurança acima de tudo", destacou. O desastre de Fukushima, continuou depois, "mudou também a minha posição pessoal sobre a energia atômica e os seus riscos. Eu também aprendi".