A Igreja salvadorenha pede testemunhar os milagres de Romero para sua canonização

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30 Março 2011

A Igreja católica de El Salvador convocou, no último domingo, os fiéis para ajudarem no processo de canonização do assassinado arcebispo Óscar Arnulfo Romero com testemunhos sobre milagres ou ajudas concedidas, e propagar a devoção privada do prelado.

A reportagem está publicada no sítio Religión Digital, 28-03-2011. A tradução é do Cepat.

"Temos testemunhos, mas não são tantos e oxalá aumentasse mais este aspecto", declarou o atual arcebispo de San Salvador, José Luis Escobar Alas, na coletiva de imprensa que costuma dar depois da missa dominical.

"Eu creio que a figura de monsenhor Romero (...) é mais notável pelos acontecimentos de caráter cultural, externos, e vem a calhar os reconhecimentos que agora foram dados pelo presidente dos Estados Unidos (Barack Obama), como também por parte da ONU", acrescentou.

Aludiu assim à visita que Obama fez à sepultura de Romero, no dia 22 de março passado, no marco da sua passagem por El Salvador e dois dias antes do 31º aniversário do assassinato do prelado, assim como a designação por parte da ONU dessa data como o Dia Internacional para o Direito à Verdade.

"Nos congratulamos com todos esses reconhecimentos, mas para a canonização o que mais conta é o testemunho de fé das pessoas, enquanto se tenham recebido graças e milagres da parte daquele que está em processo de canonização, e me parece que nisto não estamos tão bem quanto de diz", reconheceu.

No dia 24 de março passado, completaram-se 31 anos do assassinato de Romero, que foi baleado por um franco-atirador enquanto presidia uma missa, em 1980.

Romero, considerado pelos salvadorenhos "São Romero da América", apesar de que ainda não foi elevado aos altares, é recordado por denunciar desde o púlpito as injustiças nos anos anteriores à guerra civil em El Salvador, entre 1980 de 1992.

Escobar Alas explicou que o processo de canonização já superou a etapa diocesana, que se desenvolveu no país, e agora passou à Santa Sé, que se encarrega de fazer o estudo. "Não há (...) comunicações, porque o processo é privado e se exige isto para um ambiente favorável para o aprofundamento do tema", explicou o prelado, ao justificar que não se sabe em que pé está este caso.

Convidou, igualmente, a propagar a devoção privada a monsenhor Romero, ao assinalar que "não se pode dar culto público" devido a que não é permitido pelas leis da Igreja.

"Por culto público entendemos a Santa Missa, no sentido de fazer orações públicas, de nos encomendar a ele, mas de forma privada, sim. Então, convém que multipliquemos mais este aspecto, porque isso conta também para a decisão da Santa Sé", garantiu.