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Enchentes na Espanha: “Estamos pagando por 150 anos de urbanização brutal”. Entrevista com Clément Gaillard

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05 Novembro 2024

A violência das enchentes no sudeste da Espanha é um reflexo das mudanças climáticas, mas também uma consequência da expansão urbana que não levou em consideração o fator água, explica o urbanista Clément Gaillard.

A entrevista é de Erwan Manac'h, publicada por Reporterre, 02-11-2024. A tradução é do Cepat.

As violentas enchentes que atingiram a região de Valência, no sul da Espanha, na terça-feira, 29 de outubro, e na quarta-feira, 30 de outubro, provocaram a morte de pelo menos 205 pessoas e grande destruição, de acordo com um relatório ainda provisório.

Urbanista especializado em desenho bioclimático e adaptação às mudanças climáticas, Clément Gaillard detalha para Reporterre as razões que propiciaram as condições para esta catástrofe.

Eis a entrevista.

Choveu mais de 400 mm em questão de algumas horas nos arredores de Valência, quantidade que não era observada desde setembro de 1996 (520 mm em 24 horas). Durante episódios tão extremos, as enchentes são uma fatalidade?

Está claramente documentado que estas chuvas excepcionais vão aumentar em frequência devido ao aquecimento global. Deste ponto de vista, o que nos cai sobre as cabeças é, de fato, uma fatalidade para a qual teremos de nos preparar.

Mas há algo que podemos controlar, que é a forma como fazemos a gestão destes episódios extremos, em termos de ordenamento do território, do urbanismo e do tratamento do solo.

Valência está localizada no final de uma gigantesca bacia hidrográfica. Chega até ela toda a água que não conseguiu se infiltrar a montante. No passado, existiam zonas tampão nos arredores da cidade, mas entre 1956 e 2011 foram destruídos 9.000 hectares de pomares valencianos, ou dois terços da sua superfície, como demonstra o geógrafo Victor Soriano. É uma área quase do tamanho de Paris. Esta urbanização, perto de áreas propensas a enchentes, aumentou a vulnerabilidade.

Após as grandes enchentes de 1957, o município de Valência desviou o rio Túria, criando um novo leito de 12 quilômetros que contorna a zona urbana pelo lado sul...

Esta é uma abordagem típica das práticas dessa época. Canalizamos cursos de água, em grandes tubulações subterrâneas ou ao ar livre. Só que o ciclo de vida de um rio, no seu estado natural, nunca é completamente regular. Ele se muda para o seu leito principal. Querer constrangê-lo é um erro.

Por outro lado, em Genebra, na Suíça, optou-se por fazer o contrário, com uma renaturalização dos cursos d’água, especialmente do Aar. O rio será desviado para uma área onde possa retomar o seu curso natural, sem impor uma forma ou trajetória pré-definida.

A Espanha é um caso especial?

Áreas urbanizadas de forma um tanto anárquica, próximas a zonas inundáveis ou em grandes leitos de rios, encontramo-las em todo o mundo. Isto corresponde a uma época em que a urbanização ocorria sem levar em consideração as questões relativas à água. Tratamos a água da chuva como lixo. Estamos pagando por 150 anos de urbanização brutal.

O que devemos fazer concretamente?

Esta é toda a questão do urbanismo. Existem dois caminhos: se tivermos dinheiro, podemos desenvolver o solo, as superfícies, os edifícios. Tanto quanto possível, as novas operações de desenvolvimento devem ter em conta estas questões. E temos a possibilidade de mudar o que já existe. Algumas áreas comerciais estão ficando desertas hoje. Podemos transformá-las para torná-las mais porosas e melhor adaptadas.

Desde a década de 1970, desenvolveu-se um modelo diferente, com a “gestão integrada das águas pluviais”. Contrariamente ao desejo de canalizar a água, este método tenta garantir que os espaços públicos que imaginamos possam servir de reservatórios ou espaços tampão para reter a água das chuvas em caso de enchente. Se observarmos que uma rua se transforma em torrente, devemos projetá-la de tal forma que possa servir de torrente no caso de um episódio extremo.

Mas se não temos dinheiro, o que acontece frequentemente, temos de desenvolver uma cultura do risco. Como no Japão onde, desde a escola, cada cidadão é treinado nos reflexos a serem adotados em caso de terremoto ou tsunami. Trata-se de aprender a viver com os riscos. Diante do risco de enchentes, isto nos deve levar a rever a ocupação dos térreos dos prédios, garantindo que estes deixem de ser habitados em zonas propensas a inundações. Em Tours, por exemplo, um grupo de artistas organizou uma operação do “dia da enchente”, simulando uma situação de enchente. As pessoas dormiam num ginásio, para imitar o evento e se preparar para ele.

Seria melhor seguir esses dois caminhos. Rever as nossas disposições e desenvolver uma nova cultura do risco. Com as mudanças climáticas, iremos registrar volumes de precipitação que nunca foram previstos.

A cada nova cheia, parece que o nosso reflexo é reforçar os diques: devemos rever esta prática?

Normalmente, este pode ser um caso de má adaptação: consideramos soluções para os efeitos das mudanças climáticas que não fazem outra coisa senão adiar o problema. É uma questão filosófica importante saber se podemos nos adaptar evitando, precisamente, adiar o problema.

Esta precaução relativa aos diques, no entanto, depende da zona de que estamos falando: os Países Baixos, por exemplo, não podem existir sem diques, porque muitas áreas estão abaixo do nível do mar. O importante é que os planos de desenvolvimento de políticas integrem questões hidrológicas, o que geralmente acontece durante as operações de urbanismo nos Países Baixos ou na Alemanha.

A cidade está, na sua essência, inadaptada às mudanças climáticas?

Pelo contrário, a proximidade dos equipamentos, na cidade, permite reduzir as emissões de gases de efeito estufa, limitando as necessidades de transporte. A aglomeração em cidades é uma estratégia que os humanos vêm adotando há milênios para tornar as coisas mais simples. Mas se densificarmos as nossas cidades, corremos o risco de reduzir o coeficiente de terras abertas. Ou seja, as áreas que permitem a infiltração de água.

As cidades deveriam, portanto, crescer para cima. Mas morar em torres tem uma aceitação menor. Devemos, portanto, conseguir adaptar este modelo da melhor forma possível. Nisto consiste todo o desafio do planejamento urbano: encontrar compromissos entre todas as questões. Nunca teremos uma resposta ideal, mas devemos pelo menos ser capazes de conceber com conhecimento de causa.

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