Quantos mundos cruzou Bettazzi? Artigo de Tonio Dell'Olio

O bispo italiano Luigi Bettazzi, de Ivrea, Itália, é retratado durante uma coletiva de imprensa na Rádio Vaticana em 12 de novembro de 2015. (Foto: Paul Haring | Catholic News Service)

Mais Lidos

  • Pesquisador de Anthropic renuncia ao cargo e alerta para os perigos da IA: "Ela pode nos matar antes de 2030"

    LER MAIS
  • Primeiro catador de materiais recicláveis conhecido no mundo a defender uma tese de doutorado é do RS

    LER MAIS
  • O autor da história oral dos ataques,

    “Os efeitos dominó do 11 de Setembro explicam o mundo de hoje”. Entrevista com Garrett Graff

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

17 Julho 2023

"Profeta da paz e da não-violência, Dom Bettazzi não é um protagonista do passado. Ele é mais um homem do futuro", escreve Tonio Dell’Olio, padre, jornalista e presidente da associação Pro Civitate Christiana, em artigo publicado por Mosaico di Pace, 16-07-2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

Lembro-me de acompanhá-lo à Bósnia, Kosovo, El Salvador, Guatemala, Austrália, Vietnã, país que, como fosse um voto, visitava todos os anos. Mas creio que não houve cenário de guerra que não o viu como um discreto semeador de paz, construtor da paz. Mas Bettazzi atravessou o mundo do Concílio, do diálogo, da não-violência, das questões críticas, do encontro. Profeta da paz e da não-violência, Dom Bettazzi não é um protagonista do passado. Ele é mais um homem do futuro. Ele se debruçou, antecipou, abriu rasgos sobre o futuro.

E é exatamente isso que lhe causou muitos desentendimentos e adversidades, principalmente de parte das sentinelas do passado reconfortante.

Bettazzi adorava a navegação em mar aberto, os cumes sem horizontes obrigatórios, os percursos não indicados pelos mapas geográficos. Como todos os profetas autênticos, Bettazzi foi, é, um homem livre. Ainda que repetisse que o profeta era Dom Tonino e que ele era mais o patriarca, os construtores da paz de todas as latitudes e de todos os credos, sempre o terão como ponto de referência, porque aquele homem pontualmente dava voz à alma. Não somente à sua, mas à alma do mundo cujas línguas aprendera nas sessões do Concílio. Ele é filho daquele Pentecostes. Se alguém deixasse escapar que a partir de hoje o mundo é mais pobre, responda-lhe que o futuro é mais rico. E não temos outras palavras senão os agradecimentos que são devidos ao céu e à terra.

Leia mais