Bolsonaro reforça uma ideologia beligerante, critica fórum de teólogos

Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

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20 Outubro 2022

O Fórum de Associações Científicas de Ciências da Religião, Teologia e Ensino Religioso – Facreter emitiu nota, na segunda-feira, 17, na qual repudia a instrumentalização política das igrejas e religiões “durante todo o período do governo Bolsonaro e reiterada em sua atual campanha eleitoral, pela qual se associa a sua pessoa à de governante e candidato escolhido por Deus”.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

A nota condena o “caráter exclusivista das políticas e das propostas do governo de Bolsonaro, nuclearizado em torno de uma ideologia beligerante, que reforça, no plano religioso, a ideia de que no Brasil se vive uma guerra espiritual e, no plano político, a narrativa de uma cruzada do bem contra o mal”.

Facreter refere-se também ao “sistemático desrespeito aos mais vulneráveis, às minorias étnicas e sexuais”, à política econômica que privilegia a concentração de riquezas e não a qualidade de vida da população. Frisa que a prática do orçamento secreto favorece “a promiscuidade política entre os poderes Legislativo e Executivo, e a corrupção do dinheiro público”. Lamenta os bloqueios orçamentários nas áreas da Educação, Ciência e Tecnologia.

Criado há um ano, o Fórum integra mais de 600 estudiosos de diferentes religiões. Facreter está ligado à Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Teologia e Ciência da Religião, criada em 2008. A Associação reúne instituições de ensino ligadas a universidades católicas, metodista e batista.

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