Descaso com ‘índio do buraco’ e luto por Elizabeth 2ª mostram sobrevida da colonização

Assinatura de Livro de Condolências na Embaixada do Reino Unido em Brasilia. | Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

Mais Lidos

  • Apenas algumas horas após receber um doutorado honorário da UAB, essa importante voz da teoria feminista analisa as causas e possíveis soluções para a ascensão do totalitarismo

    “É essencial que a esquerda pare de julgar a classe trabalhadora que vota na direita.” Entrevista com Judith Butler

    LER MAIS
  • O Sínodo apela a "uma mudança paradigmática na forma como a Igreja aborda as questões doutrinais, pastorais e éticas mais difíceis", como as que dizem respeito aos fiéis LGBTQIA+

    LER MAIS
  • É divulgado o relatório do Grupo de Estudos do Sínodo sobre questões LGBTQ+; novas formas de resposta do ministério

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

19 Setembro 2022


Aldear a política e eleger Congresso decolonial são chances de romper sistema perverso que Bolsonaro representa.



Para o Brasil colonial que sobrevive entre nós, vidas indígenas e negras estão na base deste ranking, prolongando o sistema de exploração perverso. A diferença agora é que somos colonizadores de nós mesmos.

 

O artigo é de Itamar Vieira Junior, geógrafo e escritor, autor de "Torto Arado", publicado por Folha de S. Paulo, 18-09-2022.

 

Uma mostra dessa sobrevida da colonização vem do próprio presidente da República, que decretou luto oficial de três dias pela morte da rainha Elizabeth 2ª e se dirigiu à embaixada do Reino Unido para assinar o livro de condolências. Sempre esperamos gestos de cortesia de um chefe de Estado, é rito comum nas relações diplomáticas. Sabemos também que ele está em campanha eleitoral e que o natural seria não demonstrar nenhuma compaixão.

 

Mas é importante demonstrar quais os reais interesses do governante e reiterar que jamais devemos esquecer as atrocidades cometidas pelo Império Britânico contra suas ex-colônias e que a monarquia é um símbolo incontornável desta trágica história.


Para a elite colonial brasileira, que ajudou a eleger Bolsonaro e continua a apoiar seu governo nefasto, a morte do indígena Tanaru não merece nenhuma menção. Não foi decretado luto nem houve anúncio de políticas para mitigar a destruição da floresta ou conter o genocídio indígena. Pelo contrário: nos últimos dias, foram publicados relatos de grande violência contra as comunidades guarani-kaiowá e guajajara. No bicentenário da Independência, há muito pouco para celebrar.


A íntegra do artigo pode ser lida aqui.

 

Leia mais