Energia eólica: é necessário torná-la ainda mais limpa. Artigo de Vivaldo José Breternitz

(Foto: Reprodução | Fotovoltaico a casa)

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09 Agosto 2022

 

"É preciso que nos conscientizemos de que, apesar de a energia eólica ser um grande avanço, há muito a fazer para que ela se torne ainda mais limpa e segura", afirma Vivaldo José Breternitz, doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas, em artigo publicado por EcoDebate, 08-08-2022.

 

Eis o artigo.

 

A geração de energia elétrica com o uso de turbinas eólicas é, do ponto de vista ambiental, muito melhor do que geração a partir da queima de combustíveis fósseis.

 

No entanto, a energia eólica não é totalmente limpa: um recente estudo da University of South Australia analisa um problema sério, o descarte das pás dessas turbinas, problema que se agrava com a expansão da geração de energia eólica: apenas na Alemanha, pretende-se instalar entre 1.000 e 1.500 turbinas por ano.

 

As pás tem uma durabilidade prevista de 20 a 25 anos, e já em 2023, 14 mil delas precisarão ser substituídas, apenas na Europa. Segundo o professor Peter Majewski, que coordenou o estudo, a reciclagem dessas pás não é economicamente viável, devendo uma solução para o problema ser planejada envolvendo empresas e governos.

 

As pás são feitas basicamente com fibra de vidro e resina epóxi, e normalmente são descartadas em aterros sanitários ou incineradas em fornos usados na produção de cimento, o que não é bom para o meio ambiente; levando-se em conta o aumento do número pás a serem descartadas, essas soluções logo deixarão de ser aceitáveis.

 

Algumas pás passam por reciclagem, sendo transformadas em móveis ou laminados para uso em pisos e revestimentos; esse modelo de reciclagem também não conseguirá absorver todas as pás a serem descartadas.

 

Ao problema do descarte das pás juntam-se outros, como o ruído produzido por turbinas instaladas em áreas residenciais, além da morte de pássaros – estima-se que na Alemanha as turbinas matem 100 mil aves por ano, um número relativamente pequeno se considerarmos as 108 milhões que morrem ao chocar-se com fachadas de vidro e as 70 milhões que colidem com veículos em movimento.

 

Há ainda problemas de segurança cibernética: computadores controlam as turbinas, e alguns desses ainda usam o Windows 2000, que deixou de receber atualizações de segurança em 2010.

 

Em função de tudo isso, é preciso que nos conscientizemos de que, apesar de a energia eólica ser um grande avanço, há muito a fazer para que ela se torne ainda mais limpa e segura.

 

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