O valor de sentir a poesia de João da Cruz

São João da Cruz da Igreja do Convento do Carmo de Figueiró dos Vinhos (Foto: Wikimedia Commons/Biblioteca Municipal de Figueiró dos Vinhos)

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16 Novembro 2021

 

Às vezes, quando estamos diante de uma obra de arte, seja ela um filme, uma música ou um livro, tentamos entender aquilo que está diante de nós. Tentar entender é válido, mas, como toda obra de arte, o que importa é sentir, experimentar. E não há forma artística que tenha a maior necessidade de ser sentida do que a poesia.

A evidência maior dessa afirmação pode ser vista no livro Cântico Espiritual, do chamado “Doutor da Mística”, São João da Cruz. Ali, o que importa não é entender ou buscar uma compreensão de cada palavra escrita pelo espanhol, mas, sim, sentir as expressões usadas e buscar, a partir da sua experiência com elas, um significado que seja só seu.

A reportagem é de André Cardoso, estagiário e aluno do curso de Jornalismo da Unisinos.

A obra e vida do sacerdote e frade carmelita estão sendo apresentadas no curso livre “Mística e Espiritualidade”, ministrado pelo professor e doutor em Teologia, Faustino Teixeira. Grande conhecedor da obra de São João da Cruz, ele já ministrou outros cursos sobre o espanhol e, neste, está dedicando três aulas para discorrer sobre o autor.

 

 

Segundo Faustino, “o livro Cântico Espiritual é uma das mais preciosas narrativas de toda a literatura mística por sua beleza e profundidade. Foi celebrado por muitos autores desde seu lançamento”. O especial nos versos de São João da Cruz é a força poética que as estrofes produzem, que nos convoca à admiração e ao silêncio.

O que mais impressiona Faustino é o momento, na vida do espanhol, em que as estrofes foram escritas: ele estava preso quando começou a escrever as primeiras linhas do poema. “É de se admirar que versos tão carregados de serenidade possam ter brotado na dura solidão e miséria de um calabouço, privado de um exterior”, comenta.

A obra, escrita entre 1578 e 1584, tem uma de suas forças justamente na privação de liberdade que o escritor sofria no começo da sua produção. “O fato de você estar reprimido, aprisionado, não te impede de ver lindas paisagens que brotam do mundo interior”, explica.

 

 

O curso segue na próxima quinta-feira, 18-11-2021, quando será ministrada a terceira aula sobre a mística de João da Cruz.

 

 

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