“Pandemia da sombra” cresce em países africanos

Foto: Unicef/Ashley Gilbertson VII

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14 Dezembro 2020

Líderes de igrejas da África estão preocupados com o aumento dos casos de violência de gênero em plena pandemia do covid-19 e apelaram por mais ações preventivas e apoio às pessoas afetadas. O pastor luterano Mwombeki, da Tanzânia, denunciou que uma em cada três mulheres seja atualmente vítima de violência física ou sexual no país. 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

“O primeiro e o lugar certo para os atores religiosos começarem a agir sobre justiça de gênero e proteção à criança é a igreja”, disse o presidente da Associação Cristã da Nigéria, reverendo Dr. Samuel Aderemi K. Olaleye. A pandemia, prosseguiu, “oferece uma oportunidade para atores religiosos trabalharem juntos e usarem sua influência para criar relações justas e equitativas entre mulheres e homens”. 

Igrejas africanas observaram, de 25 de novembro, Dia Internacional de Violência contra as Mulheres, a 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, 16 dias de combate à violência de gênero, sob o lema “Da Conscientização à Ação”. 

A coordenadora regional da África Oriental do programa de Advocacia e Iniciativas Ecumênicas de HIV/AIDS do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), reverenda anglicana Pauline Niru, assinalou que o HIV, o covid-19 e a violência sexual e de gênero estão intimamente relacionados, situação que está sendo denominada de “pandemia da sombra”. 

“Precisamos continuar desafiando o estigma, a vergonha e as ações perdidas se quisermos derrotar a AIDS em 2020”, disse Njiru, ao explicar que a violência sexual e de gênero contra meninas e mulheres está emergindo como uma epidemia pior. 

Com o bloqueio e o fechamento de escolas, as comunidades experimentaram o maior número de gravidez na adolescência, informou Niru, reportou o jornalista autônomo Fredrick Nweili, de Nairóbi

A diretora do Departamento de Gênero, Mulher e Juventude da Conferência de Todas as Igrejas, pastora Lydia Mwaniki, exortou a liderança religiosa a contextualizar a teologia para lidar com crise de violência baseada em gênero. “Uma liturgia que não aborda as experiências vividas permanece abstrata”, disse. 

Declaração conjunta para os 16 Dias destaca que a violência de gênero não é apenas física, é emocional, mental e até estrutural. “Sabemos que a violência contra mulheres e meninas ocorre virtualmente e literalmente em todos os estratos da sociedade: nas famílias, na escola, nos espaços religiosos e no local de trabalho”, apontaram os líderes cristãos africanos.

 

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