Espanha. Indenização inédita: os maristas pagarão 400 mil euros a 25 vítimas de abusos sexuais

Foto: Pixabay

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07 Dezembro 2020

Uma comissão independente e externa analisou os casos arquivados pela justiça espanhola e estabeleceu a compensação financeira. Trata-se da primeira reparação na Espanha aos sobreviventes da pedofilia eclesial sem mediar sentença judicial.

A reportagem é de Mateo González Alonso, publicada por Vida Nueva Digital, 04-12-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O acordo assinado no último mês de fevereiro entre os Irmãos Maristas da Catalunha com a associação “Mans Petites” – impulsionada pelo pai de uma vítima de abusos, Manuel Barbero – para criar uma comissão que valorizasse as indenizações aos alunos que sofreram casos de abuso nas escolas dos irmãos deu seus primeiros frutos. A comissão analisou 25 casos – dos 31 que haviam sido previstos inicialmente – e na semana passada deu por finalizado seus trabalhos e já começou a contatar as vítimas na última quinta-feira, 03 de dezembro.

Escutar e acolher as vítimas

Os maristas da Catalunha, depois das avaliações desta comissão de casos de abusos que já estão prescritos judicialmente, pagarão um total de 400 mil euros às 25 vítimas cujos casos foram estudados com aprofundamento. A congregação conhecerá os estudos do relatório – já que a comissão é totalmente independente – no próximo dia 10 de dezembro, conforme informou a agência Efe.

“A vontade dos Maristas sempre foi, desde o primeiro momento, acolher as vítimas, escutá-las e não nos desentendermos”, apontam os religiosos, que recordam que a finalidade da comissão era “avaliar a plausibilidade dos fatos denunciados e as sequelas que as pessoas acolhidas apresentam”, assim como avaliar o dano psicológico sofrido por tais abusos.

A comissão ajustou as indenizações conforme fixa a jurisprudência espanhola, segundo informaram alguns meios de comunicação. Um total de 18 professores ou monitores de colégios Maristas foram denunciados nos últimos anos por abusos cometidos desde os anos 1960. Somente um foi levado a julgamento, os outros casos foram arquivados por prescrição.

 

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