Manutenção da centralidade da política governamental assentada na austeridade e autoritarismo não retirará país da trajetória de decadência

Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • O Apocalipse não é o fim do mundo, mas a salvação do cristão. Artigo de Enzo Bianchi

    LER MAIS
  • Primeira encíclica do Papa Leão XIV reforça o conceito de dignidade ontológica absoluta, denuncia a não neutralidade tecnológica e concentração privada do poder digital e chega a um público que os documentos jurídicos não alcançam, diz advogado e pesquisador da área do Direito

    Magnifica Humanitas: “Uma leitura que nenhum documento governamental teria facilidade de fazer com franqueza”. Entrevista especial com Marcelo Chiavassa

    LER MAIS
  • Veja o que pode mudar após Câmara aprovar fim da escala 6x1

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

15 Agosto 2020

"A manutenção da centralidade da política governamental assentada na austeridade e autoritarismo não retirará, infelizmente, o Brasil da trajetória de decadência econômica e da barbárie social a qual se encontra", escreve Márcio Pochmann, economista e ex-presidente da Fundação Perseu Abramo, em artigo publicado por Carta Capital, 14-08-2020.

Eis o artigo.

Ao antecipar o possível comportamento do PIB brasileiro neste primeiro semestre de 2020, o Banco Central constata o curso da quarta recessão na economia brasileira acumulada nos últimos quarenta anos.

A se confirmar essas informações prévias do Banco Central pelo IBGE, através das contas nacionais, poder-se-á afirmar que o Brasil encontra-se na mais profunda queda no nível de atividade econômica desde 1980.

Quando se amplia a análise, incorporando-se outros elementos de natureza econômica, como o expressivo fechamento de empresas, a profunda queda no nível de ocupação e a continuada saída de capital, pode-se considerar também a situação de proximidade da depressão econômica, mais do que a recessão.

Ademais, cabe ainda destacar que a prévia do PIB divulgada pelo Banco Central aponta a continuidade no crescimento da distância entre o propósito almejado desde a virada neoliberal na política econômica e social e a sua negação pela realidade socioeconômica do observada.

Diante disso, a manutenção da centralidade da política governamental assentada na austeridade e autoritarismo não retirará, infelizmente, o Brasil da trajetória de decadência econômica e da barbárie social a qual se encontra.

Leia mais