“A mudança no Ministério da Justiça evidencia intervenção política no comando de instituições”, afirma presidente da CNBB

Foto: Agência Brasil

Mais Lidos

  • Finitude: o único caminho para a transcendência. Artigo de Slavoj Žižek

    LER MAIS
  • A hipótese interrompida e o Estado que foi posto de joelhos. Entrevista com Luiz Eduardo Soares

    LER MAIS
  • O testemunho espiritual de Ruini: "Eu estava incomodado com a abertura de Francisco e agi com dureza"

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

27 Abril 2020

O arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, decidiu se pronunciar sobre a demissão do ministro da Justiça e Segurança PúblicaSérgio Moro. O pronunciamento foi feito nas redes sociais.

Segundo o presidente da CNBB, "trata-se de algo muito grave, que fere ainda mais a credibilidade do Governo e das instâncias que deveriam zelar pelo cumprimento das leis".

A informação é publicada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, 24-04-2020.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, anunciou a demissão nesta sexta-feira, dia 24. O ex-juiz federal deixa a pasta após um ano e quatro meses no primeiro escalão do governo do presidente Jair Bolsonaro. A demissão foi motivada pela decisão de Bolsonaro de trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, indicado para o posto pelo agora ex-ministro. A Polícia Federal é vinculada à pasta da Justiça.

Diante da notícia, o arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Walmor Oliveira de Azevedo, decidiu se pronunciar sobre a questão nas redes sociais:

“A mudança no Ministério da Justiça e Segurança Pública evidencia intervenção política no comando de instituições que, nos parâmetros da Constituição Federal, devem e não podem deixar de ter autonomia e independência, inclusive para investigar autoridades. Trata-se de algo muito grave, que fere ainda mais a credibilidade do Governo e das instâncias que deveriam zelar pelo cumprimento das leis. Oportuno recordar o que diz a Doutrina Social da Igreja: ‘No Estado de direito, a lei é soberana, e não a vontade dos homens.’”

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB.

Leia mais