Cardeal do Quênia adverte contra seita que defende circuncisão feminina

Foto: Vatican News

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11 Março 2020

Arcebispo de Nairóbi está preocupado com seita que tem como alvo os católicos.

A reportagem é de La Croix International, 10-03-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O cardeal John Njue, do Quênia, alertou os católicos em sua Arquidiocese de Nairóbi contra a emergência de um grupo ilegal que defende práticas ultrapassadas como a circuncisão feminina.

Investigações arquidiocesanas revelaram que o grupo também está defendendo o reforço do chauvinismo masculino e a subjugação das mulheres dentro da Igreja.

O cardeal de 76 anos enviou uma carta circular a todas as paróquias da arquidiocese, dizendo estar preocupado com o fato de que o grupo, Gwata Ndaĩ, está coagindo os católicos a se unirem a ele.

O grupo tem todas as características de uma seita, e o cardeal diz que o movimento impactou negativamente indivíduos, famílias, a Igreja e a sociedade, informou o Daily Nation.

A carta circular de Njue foi lida aos católicos em Kiambu e em Nairóbi no dia 8 de março. A seita tem sua sede no condado de Kiambu e em áreas do condado de Nairóbi.

A circuncisão feminina é comum entre certos grupos étnicos no Quênia, mesmo depois de uma lei de 2011 tê-la tornado completamente ilegal.

O Unicef relata que 21% das meninas e mulheres quenianas de 15 a 49 anos foram submetidas à circuncisão feminina.

As razões para a sua prática continuada vão desde a iniciação das meninas à vida adulta até a crença de torná-las espiritualmente puras.

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