Bispo alemão diminui as esperanças de Comunhão compartilhada

Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • Zohran Mamdani está reescrevendo as regras políticas em torno do apoio a Israel. Artigo de Kenneth Roth

    LER MAIS
  • “Os discursos dos feminismos ecoterritoriais questionam uma estrutura de poder na qual não se quer tocar”. Entrevista com Yayo Herrero

    LER MAIS
  • Os algoritmos ampliam a desigualdade: as redes sociais determinam a polarização política

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

11 Janeiro 2020

Dom Gerhard Feige, da Diocese Magdeburg, na Alemanha, mostrou-se cético quanto à proposta recente elaborada por teólogos alemães para que católicos e protestantes abram-se reciprocamente ao acesso à Comunhão.

A reportagem é publicada por Catholic News Service, 09-01-2020. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

A agência noticiosa católica alemã KNA escreveu que Feige, presidente da comissão para o ecumenismo da Conferência dos Bispos do país, disse que os acordos formulados por um grupo de trabalho ecumênico em setembro não necessariamente correspondem à realidade do trabalho da Igreja na prática.

Segundo ele, há o risco de que o estudo “informado e altamente inteligente” sobre o qual a proposta se baseia leve a alimentar expectativas – especialmente diante da III Convenção Ecumênica a acontecer em 2021 em Frankfurt – que não possam ser processadas teologicamente no curto prazo de tempo disponível.

Feige fez esta declaração durante um debate com teólogos sobre a votação do grupo de trabalho ecumênico alemão; a votação foi publicada em setembro com a publicação de um documento, “Juntos ao redor da mesa do Senhor”.

O documento advoga a “hospitalidade eucarística” e vê a justificação teológica para “a mútua participação na celebração da Ceia/Eucaristia do Senhor com respeito às tradições litúrgicas uns dos outros”.

Feige falou que provavelmente a conferência episcopal alemã abordará o tema mais atentamente em sua próxima assembleia plenária.

Dorothea Sattler, teóloga católica de Münster e participante do grupo de trabalho, disse que o estudo reúne os achados dos diálogos ecumênicos anteriores. Ela explicou que a votação expressamente pleiteia uma participação nas formas vividas há séculos pelas outras tradições cristãs e que não busca uma forma nova de liturgia, segundo o texto publicado pela KNA.

“A ideia é que sejamos convidados para as diferentes formas de celebração litúrgica”, explicou Sattler. A teóloga acrescentou que o grupo de trabalho quis que a votação incentivasse uma maior abertura para as questões ecumênicas.

Miriam Rose, presidente da Comunidade das Igrejas Protestantes na Europa, disse: “O fato de a votação pleitear um reconhecimento dos ofícios protestantes é um passo muito forte e muito grande”.

Ela disse também que valeu a pena o documento afirmar que o que acontece nas congregações protestantes é uma expressão do Espírito Santo e que a teologia deve refletir isto.

“Acho que esse é o futuro do diálogo ecumênico”, disse a teóloga protestante da cidade de Jena.

 

Leia mais