Menores sozinhos na fronteira entre México e EUA chegam a número recorde

Foto: Vatican News

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03 Novembro 2019

O número de chegadas de menores sozinhos na fronteira EUA-México alcançou números recordes, enquanto caiu o número de prisões na mesma área entre adultos no último ano. Foi o que informaram as autoridades dos EUA para a imigração, que pararam e detiveram 76.020 crianças e adolescentes, a maioria deles provenientes da América Central, que viajaram sem os pais. Trata-se de 52% a mais do que no ano passado. Um nível nunca registrado.

A reportagem é de L’Osservatore Romano, 01-11-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Com base na lei estadunidense, os menores que se apresentam na fronteira devem poder entrar nos EUA e ser detidos enquanto não forem identificados por adultos que possam recebê-los. Mas os centros de acolhimento estão superlotados.

Ao mesmo tempo, os agentes prenderam 1,1 milhão de imigrantes ilegais: um número em forte declínio, como consequência do bloqueio na aceitação dos pedidos de asilo decidido por Trump.

Uma situação semelhante ocorre no México, onde foram detidos cerca de 40.500 menores que viajavam para o Norte sozinhos.

Enquanto isso, as consequências da política anti-imigração dos EUA, de fato, forçou grupos de pessoas a caminho, bloqueadas em Tapachula, Chiapas, a procurar novas e perigosas rotas na sua tentativa de chegar aos EUA.

Nessa nova rota marítima, ainda é mais fácil ser vítima dos traficantes que exigem 400 dólares por pessoa para chegar da Guatemala a Salina Cruz ou Huatulco, em Oaxaca.

Há também um novo alerta: entre as centenas de pessoas que foram bloqueadas em Tapachula, a maioria é de migrantes de origem centro-americana, mas o fluxo de pessoas provenientes de Camarões, da República Democrática do Congo ou da Eritreia está aumentando.

Os africanos estão em uma espécie de “limbo legal”, porque não podem ser repatriados, e atualmente o governo federal mexicano proibiu procedimentos de saída para continuar a sua viagem para os EUA.

A questão levantou muitos problemas na cidade fronteiriça, onde, por falta de respostas claras por parte das autoridades, houve inúmeros protestos e confrontos muito duros com a polícia e a Guarda Nacional.

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