“O documento final deve ser lido na sua globalidade. Portanto, não uma leitura elitista destacada dos desafios do homem”, diz o Papa Francisco

Foto: Vatican News

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26 Outubro 2019

O Papa Francisco fez três anúncios importantes na alocução proferida, de improviso, na conclusão da última Congregação do Sínodo para a Amazônia, 26-10-2019.

Os três anúncios são os seguintes:

- o Documento final será publicado imediatamente com o resultado das votações dos Padres Sinodais de cada um dos 120 parágrafos. A íntegra do documento final juntamente com o resultado das votações pode ser lido, em espanhol, aqui.

- será criado imediatamente uma Sessão dedicada à Amazônia no Dicastério para o Desenvolvimento Sustentável cujo responsável é o cardeal Turkson.

- será reativada a Comissão sobre o diaconato feminino que trabalhou, anteriormente, na importante questão do diaconato feminino , muito discutido no Sínodo.

O Papa agradeceu o trabalho da imprensa, dos jornalistas, dizendo “vocês fazem um favor narrando o Sínodo” e isso permite que cheguemos a outros.

O Papa pediu que se desse relevo à parte que diz respeito ao diagnóstico, ou seja, às quatro dimensões do mesmo, que é a melhor contribuição que a Igreja dá ao mundo, às igrejas, aos povos e às culturas da Amazônia.

O Papa também criticou as ‘elites católicas” que provavelmente lerão o documento procurando pequenas coisas, questões singulares, perdendo de vista a dimensão global do Documento, em particular os diagnósticos.

Por fim, insistindo no erro de considerar somente as pequenas coisas, ‘as coisinhas” (‘le cosette’, em italiano), o Papa precisou que estes grupos perdem o contato com os desafios que enfrenta o homem de hoje e se iludem de estarem com Deus. Aqui o Papa Francisco se inspirou em Charles Péguy. Muitas vezes, disse, eles não têm a coragem de se confrontar com os desafios do homem e isso porque não amam a ninguém acreditando que amam a Deus.

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