Existe alguma ligação entre crise econômica e aumento nas taxas de suicídio?

Suicídio. | Foto: Divulgação

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16 Julho 2019

Se você está deprimido e tem pensamentos suicidas, ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV) por meio do número 188. As ligações são gratuitas para todo o Brasil.

Os caminhos que levam ao suicídio são variados, mas uma palavra define o quadro que antecede a decisão de tirar a própria vida: crise, seja ela de qualquer natureza.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, a cada 40 segundos, alguém comete suicídio no mundo.

Majoritariamente fruto de instabilidade emocional e psíquica, para que contribuem diversos fatores, o suicídio é considerado um dos mais graves problemas de saúde pública, tanto em países em desenvolvimento como nos desenvolvidos.

O quanto, porém, crises econômicas influenciam esse cenário?

A reportagem é de Olívia Fraga, publicada por BBC News Brasil, 15-07-2019.

A pressão do cotidiano expõe pessoas de diferentes faixas etárias a situações-limite e testam a resiliência de todos em lidar com uma situação adversa. Crises conjugais, doenças e dores crônicas, problemas de relacionamento, o medo da violência, a perda de um emprego ou a de um ente querido: cada um responde de uma forma às adversidades. Quando algum evento externo mobiliza uma população inteira, o quadro se torna mais sombrio.

A BBC News Brasil ouviu a psiquiatra Alexandrina Meleiro, da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (Abeps), reuniu dados da psicologia social, índices da Organização Mundial da Saúde e analisou estudos americanos, europeus e japoneses para entender qual a relação entre suicídio e cenário econômico adverso.

O Brasil vive nos últimos anos um cenário de instabilidade econômica, social e política. Para Meleiro, o clima negativo prejudica a saúde mental dos brasileiros, mas precisa ser visto em perspectiva.

"Há, de fato, um aumento no número de casos de depressão e de ansiedade em momentos de crise econômica. O suicídio é a resposta fatal a um problema de saúde mental que, de alguma forma, não pôde ser solucionado. Embora a crise econômica seja fator de risco reconhecido pelos órgãos internacionais de saúde, ela não responde sozinha pelo aumento no índice. A maioria das pessoas está enfrentando a crise econômica, sob pressão social e mental, e está sobrevivendo", afirma a psiquiatra.

A íntegra da reportagem pode ser lida aqui

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