Francisco: alerta aos juízes - Carta a Lula

Sergio Moro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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13 Junho 2019

No Brasil foram divulgadas pelo site The Intercept as gravações entre o promotor (Deltan Dallagnol) e o juiz (Sergio Moro, agora ministro da Justiça). Ambos protagonistas do processo que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impedindo-o de concorrer. Os textos evidenciam a evidente violação do direito pelos magistrados interessados contra a imparcialidade do juiz e a autonomia do Ministério Público e o evidente interesse político pela condenação de Lula e pela vitória de Bolsonaro.

A reportagem é de Francesco Strazzari, publicada por Settimana News, 12-06-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Em 4 de junho, o Papa na cúpula dos juízes pan-americanos sobre direitos sociais disse: "Aproveito a oportunidade de estar reunido com vocês para expressar minha preocupação por uma nova forma de intervenção exógena nos cenários políticos dos países através do uso indevido de procedimentos legais e tipificações judiciais. O lawfare, além de comprometer seriamente a democracia dos países, é geralmente usado para minar os processos políticos emergentes e pender para uma violação sistemática dos direitos sociais".

Um mês antes, o papa havia escrito uma carta pessoal a Lula na prisão. O discurso valia para toda a América Latina e a carta é estritamente pessoal e familiar. No entanto, à luz das novas revelações, das denúncias dos bispos e dos endurecimentos judiciais precedentes, emerge uma orientação que merece atenção.

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