Cerca de 3 mil entidades repudiam fala de candidato defendendo fim do ativismo no país

Participante de marcha pela Esplanada dos Ministérios durante Acampamento Terra Livre, em 2018 | Foto: Mobilização Nacional Indígena

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

16 Outubro 2018

Cerca de 3 mil organizações não-governamentais, coletivos e movimentos sociais nacionais e internacionais manifestaram repúdio à fala do candidato à Presidência Jair Bolsonaro de que, se eleito, vai “botar um ponto final em todos os ativismos no Brasil”. A afirmação foi feita no domingo (7/10), depois da divulgação dos resultados do primeiro turno.

A notícia é publicada por Instituto Socioambiental, 15-10-2018.

Por meio de uma carta publicada nesta segunda-feira (15), as entidades dizem que a fala de Bolsonaro afronta a Constituição, que garante os direitos de associação e assembleia. O documento foi assinado pelo ISA.

“Trata-se de uma ameaça inaceitável à nossa liberdade de atuação. Não será apenas a vida de milhões de cidadãos e cidadãs ativistas e o trabalho de 820 mil organizações que serão afetados. Será a própria democracia brasileira. E não há democracia sem defesa de direitos.”

O grupo também destaca a importância de “uma sociedade civil vibrante, atuante e livre para denunciar abusos, celebrar conquistas e avançar em direitos”, assim como para a conquista de direitos e de melhores condições de vida para a população, e pede “que o desprezo pelos movimentos sociais e pela sociedade civil seja considerado por todas e todos na hora de decidir seu voto”.

A íntegra da carta pode ser lida aqui.

Leia mais