Vaza novo relatório do IPCC: apenas redução drástica na emissão de gases pode salvar o Acordo de Paris

Mais Lidos

  • “Permitir a instalação de um empreendimento com essa magnitude de demanda sem uma avaliação climática rigorosa significa aprofundar a vulnerabilidade territorial já existente”, afirma a advogada popular

    Data centers no RS e as consequências de sua implementação. Entrevista especial com Marina Dermmam

    LER MAIS
  • Inteligência Artificial e o empobrecimento da Igreja como centro de dados. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS
  • Companhias aéreas europeias começam a cortar voos devido à guerra no Irã: Lufthansa anuncia 20 mil cancelamentos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

15 Janeiro 2018

Estimativa é que a temperatura ultrapasse 1,5° Celsius antes de 2040, relataram os cientistas, o que significa um aumento da frequência de extremos de frio e calor, de secas e inundações e um risco maior de conflitos.

 

 

A reportagem é publicada por Observatório do Clima, 12-01-2018.

O aquecimento global deve ultrapassar em duas décadas o limite mais ambicioso estabelecido pelo acordo climático de Paris, a menos que os governos reduzam drasticamente a emissão de gases de efeito estufa, revela um rascunho do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) sobre a estabilização do aquecimento global a 1,5ºC. O relatório foi obtido pela agência de notícias Reuters. O IPCC publicou uma nota sobre o vazamento, alertando que modificações substanciais podem ocorrer até a divulgação da versão final do documento, em outubro. Membros do painel confirmaram o conteúdo ao OC.

De acordo com o documento, enviado nesta semana para comentários de revisores, será preciso implementar um nível de transformação sem precedentes na área produtiva caso a humanidade se proponha a evitar as transformações radicais causadas pelas mudanças climáticas. Significa cortar os combustíveis fósseis a níveis nunca antes imaginados, estimular fortemente o uso de energia renovável e substituir boa parte dos processos produtivos da indústria e da agricultura. Segundo o relatório, as temperaturas devem subir 1,5°C até 2040.

Segundo a Reuters, o relatório ainda estimou que a humanidade poderia emitir apenas 580 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa para ter mais de 50% de chance de limitar o aquecimento a 1,5° C. Evitar que a temperatura ultrapasse o limite do Acordo de Paris, afirmam os cientistas, significa limitar os extremos de frio e calor, secas e inundações, migração de pessoas e riscos de conflito. Mesmo assim, com mais 1,5° é provável que boa parte dos recifes de corais não sobrevivam.

Leia mais