Estrutura abandonada em canteiro de obras de Belo Monte preocupa moradores no sudoeste do Pará

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31 Agosto 2017

O local é conhecido como Sítio Canais e está desativado há quase dois anos quando terminaram as obras do canal que desviou o leito do rio Xingu.


(Imagem: Amazônia.org)

A notícia foi publicada pelo site Amazônia.org, no dia 30 de agosto de 2017.

Estruturas usadas em um dos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (UHBM) estão abandonadas, em Vitória do Xingu, no sudoeste do Pará. É possível encontrar resíduos de substâncias tóxicas e materiais de difícil decomposição jogados a céu aberto. O local é conhecido como Sítio Canais e está desativado há quase dois anos quando terminaram as obras do canal que desviou o leito do rio Xingu. A Norte Energia, empresa responsável pela usina, informou que só deve se posicionar sobre o caso nesta terça-feira (22).

A área já alojou mais de oito mil trabalhadores, mas atualmente apenas homens da Força Nacional e de empresa de segurança particular monitoram o espaço. No canteiro foram deixados materiais tóxicos expostos, um reservatório de água parada, além de móveis, placas de alumínio, pedaços de ferro.


(Imagem: Amazônia.org)

No meio do matagal também é possível encontrar pilhas de canos novos, além de pias e vasos sanitários. A denúncia partiu de moradores de uma comunidade próxima que dizem que o solo e a água estão sendo contaminados.

“Nós temos várias preocupações. Primeiramente a escoação das águas, dos ferros, dos produtos químicos que vem descendo pro lago. E tem muitos aqui que necessitam do lago para sobreviver pescar, se alimentar da pescaria. E o segundo fato é tanques de água que podem prover uma dengue, uma febre amarela”, relata uma moradora que preferiu não se identificar.

Mas o reflorestamento previsto no processo de licenciamento da hidrelétrica ainda nem começou. O que se ve são materiais poluentes por toda parte.

Espaço saqueado

O canteiro foi saqueado. Os casos de furto e receptação de material são registrados da Delegacia de Vitória do Xingu. Por semana são apurados, em média, três casos envolvendo o espaço. De acordo com o delegado Lindoval Borges a maioria dos suspeitos são de Altamira. “Eles vão lá só para furtar”, afirma.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente apura a responsabilidade da empresa no local. “Além de não ser permitido material contaminante no solo. Tem o plano de recuperação de área degradada da empresa, que ela tem que cumprir. Devolver como ela era antes ou apta para utilização da agricultura familiar”, informa o secretário Darly Costa.

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