“O peixe está magro e está morrendo”, afirma indígena Munduruku sobre o rio Teles Pires

Foto: UHETelesPires

Mais Lidos

  • Quando a cristandade se torna irrelevante, o cristão volta a ser sal. Artigo de Enzo Bianchi

    LER MAIS
  • ​Economista e jesuíta francês ministra videoconferência nesta terça-feira, 28-04-2026, em evento promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com Instituto Humanitas Unisinos – IHU

    Gaël Giraud no IHU: Reabilitar os bens comuns é uma resposta política, social, jurídica e espiritual às crises ecológicas e das democracias

    LER MAIS
  • Guerra, mineração e algoritmos: as engrenagens da desigualdade. Destaques da Semana no IHUCast

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

23 Março 2017

A instalação do empreendimento hidrelétrica de Teles Pires, entre o Pará e Mato Grosso, está causando a escassez de peixes na região do Rio Teles Pires e impactando as aldeias indígenas no entorno. “O peixe está magro, está morrendo. Não só os peixes, os botos também”, relata a indígena Iandra Waro Munduruku, da Aldeia Teles Pires.

A reportagem foi publicada por Amazônia, 21-03-2017.

O depoimento faz parte do projeto Vozes dos Atingidos, que semanalmente divulga vídeos com opiniões dos atingidos pelo empreendimento hidrelétrico. Realizado pelo Fórum Teles Pires, o objetivo é dar espaço para vozes que tendem a ser ignoradas durante o processo de consolidação de grandes empreendimentos na Amazônia.

A saúde e a cultura também foram impactadas, segundo o relato. “Hoje em dia está muito grande o número de crianças com micose, com conjuntivite e outras coisas que não sabemos o que é. A preocupação é grande porque afeta a gente, afeta a cultura e a nossa crença”, afirma.

Assista ao vídeo:

A primeira entrevista foi com a indígena Judite Kayabi, da Da Aldeia Kururuzinho, que fica de um lado do braço do rio Teles Pires, no Pará. Ela também criticou a qualidade da água do Rio Teles Pires e sobre os impactos nos peixes. Veja aqui.

Leia mais