Agricultores de acampamento do MST no Ceará evitam reintegração de posse

Acampamento MST Ceará. Segundo Pedro Neto, movimento tentará, junto com governo do estado, suspender decisão de juiz federal (Foto: MST | Divulgação)

Mais Lidos

  • O preço do progresso: o lado sombrio dos minerais críticos na Amazônia

    LER MAIS
  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

22 Novembro 2018

Acampamento Zé Maria do Tomé, no município de Limoeiro do Norte (CE), havia sido ameaçado na semana passada de despejo. Cerca de 150 famílias vivem na área.

A reportagem é publicada por Rede Brasil Atual - RBA, 21-11-2018.

Cerca de 150 famílias do acampamento Zé Maria do Tomé, na Chapada do Apodi, localizado no município de Limoeiro do Norte, no Ceará (CE), conseguiram impedir o cumprimento de uma reintegração de posse marcada para esta quarta-feira (21). Apesar do cerco policial montado para bloquear o acesso ao acampamento, os agricultores negociaram a suspensão, pelo dia de hoje, junto ao Batalhão da Polícia Militar que se retirou do local sem conflitos.

De acordo o membro da direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Pedro Neto, o diálogo contou também com a mediação do secretário adjunto do Desenvolvimento Agrário, Wilson Brandão, e com apoio de entidades pastorais e estudantes que, segundo Neto, tentarão com o governo estadual suspender a decisão decretada por um juiz da esfera federal sobre o acampamento, que está dentro de uma área pertencente à União.

O clima ainda é de incerteza e receio entre as famílias que, em 2014, já haviam sido ameaçadas de despejo e conseguiram no mesmo ano deter a desapropriação. No entanto, os trabalhadores voltaram a ser notificados na semana passada com um novo mandado de despejo. A região, segundo o MST, atende a um forte interesse do agronegócio.

Para resistir à ação, os moradores fizeram também um ato político, logo pela manhã, em defesa da permanência do acampamento.

Leia mais