Indígenas denunciam retrocesso e perda de direitos em evento paralelo na ONU

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

22 Setembro 2016

Nesta quarta (21), ao meio-dia no horário do Brasil, a delegação de indígenas em incidência internacional na Organização das Nações Unidas (ONU) realiza um evento paralelo à sessão do Conselho, intitulado “Direitos indígenas: perspectivas em tempos de retrocesso e violência no Brasil”. A atividade é transmitida ao vivo no facebook do Cimi, acompanhe aqui.

Participam da mesa Elizeu Lopes, liderança Guarani Kaiowá, conselheiro do Aty Guasu; Sônia Bone Guajajara, da coordenação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Telma Taurepang, do grupo Voz das das Mulheres Indígenas, ligado à ONU. Junto às lideranças indígenas, compõem a mesa a relatora especial da ONU para direitos dos Povos Indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, e o procurador do Ministério Público Federal (MPF) de Dourados (MS), Marco Antonio Delfino, com mediação de Ana Maria Suarez-Franco, da Fian International.

A informação é publicada por Conselho Indigenista Missionário – CIMI, 21-09-2016.

No evento, também será lançado internacionalmente o Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil - Dados de 2015, organizado anualmente pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), um dos proponentes do evento paralelo. A pesquisa foi lançada no Brasil na semana passada, em Brasília, e reúne dados sobre a violência e as violações sofridas pelos povos indígenas no país. Em Genebra, será apresentado um resumo executivo com os principais dados do relatório em inglês.

Também terá seu lançamento internacional o relatório “O Direito Humano à Alimentação Adequada e à Nutrição do povo Guarani e Kaiowá – um enfoque holístico”, produzido pela Fian Brasil em parceria com o Cimi. O documento analisa as violações de direitos e as causas da extrema situação de insegurança alimentar e nutricional entre os Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul.

O evento paralelo finaliza as agendas indígenas na Suíça, onde os indígenas acompanharam a apresentação do relatório de Victoria Tauli-Corpuz sobre sua visita ao Brasil, em março de 2016. “Nos oito anos que se seguiram à visita de meu predecessor, há uma inquietante ausência de avanços para a implementação das recomendações do Relator Especial e na solução de antigas questões de vital importância para os povos indígenas”, afirmou Victoria durante a sessão do Conselho de Direitos Humanos, nesta terça (20).

Elizeu Lopes continua em agenda na Europa, pautando a questão Guarani e Kaiowá em reuniões com membros do parlamento e governantes da Bélgica, Áustria, Suécia, Inglaterra e União Europeia nas próximas duas semanas.

Leia mais...