Jovens querem mudar o modo como se faz política no Brasil

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Por: Jonas | 02 Outubro 2014

Para o Levante Popular da Juventude, reforma política é "crucial" para a participação do jovem na política. "Da forma como a política está sendo feita hoje, a juventude não consegue participar realmente", afirmou Beatriz Lourenço do Nascimento, integrante do movimento, ontem (29) durante o programa Seu Jornal, da TVT.

A reportagem é publicada pela Rede Brasil Atual, 30-09-2014.

Beatriz lembra que durante as manifestações de junho do ano passado a juventude demonstrou a inconformação com a atuação política, mas não conseguiu achar um eixo central para a atuação de suas pautas. "Nós, do Levante, acreditamos muito na organização da juventude, em uma juventude organizada que tome às ruas, se organize nas universidades, nos bairros no campo, a sua maneira, com novos métodos", pontua.

A militante conta que a organização ajudou na construção do Plebiscito Popular por uma Reforma Política. "Compreendo que é preciso reformar o atual sistema político no sentido de que ele garanta representatividade e o fim de alguns problemas, como o financiamento privado de campanha", afirma.

Com relação a representação das mulheres, Beatriz aponta que elas são apenas 12% no Senado e 9% no Congresso Nacional. Negros são apenas 8,5% no Congresso. Para ela, essa situação demonstra uma disparidade na representação do sistema político brasileiro, pois mulheres são a maioria da população e mais de 50% é composta por negros e negras.

"Se uma mulher negra está hoje no Congresso Nacional, ela vai entender a necessidade de políticas públicas paras as mulheres negras. Se um jovem está lá as demandas da juventude vão ser representadas, não nesse sistema, em outro", considera.

O Levante Popular da Juventude é uma organização nacional de jovens militantes que atua em movimentos populares no campo e urbanos. Neste ano esteve envolvido na construção do Plebiscito Popular pela Reforma Política, que  apurou 7.754.436 de votos, dos quais 97,05% votaram no “sim” e 2,57% disseram “não”. Os movimentos sociais e partidos envolvidos na mobilização agora vão encaminhar os resultados do Plebiscito para o poder executivo.