Crenças diferentes, mas um só caminho: Jesus. Artigo de Enzo Bianchi

Mais Lidos

  • “Meu pai espiritual, Santo Agostinho": o Papa Leão XIV, um ano depois. Artigo de Carlos Eduardo Sell

    LER MAIS
  • A mineração de terras raras tem o potencial de ampliar a perda da cobertura vegetal nas áreas mineradas, além de aumentar a poluição por metais tóxicos e elementos químicos radioativos que são encontrados associados às terras raras, afirma o pesquisador da UFRGS

    Exploração de terras raras no RS: projeto põe recursos naturais em risco e viabiliza catástrofes. Entrevista especial com Joel Henrique Ellwanger

    LER MAIS
  • Aumento dos diagnósticos psiquiátricos na infância, sustentado por fragilidades epistemológicas e pela lógica da detecção precoce, contribui para a medicalização da vida e a redefinição de experiências comuns como patologias

    A infância como problema. Patologização e psiquiatrização de crianças e adolescentes. Entrevista especial com Sandra Caponi

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

14 Abril 2026

"É claro que nem todas as religiões são iguais, e nem todas buscam a paz e a justiça entre os indivíduos e os povos, mas os católicos de hoje podem dizer que nas diferentes religiões existem pepitas de verdade, existem manifestações do Espírito Santo", escreve Enzo Bianchi, prior e fundador da Comunidade de Bose, em artigo publicado por Famiglia Cristiana, 12-04-2026. 

Eis o artigo.

Hoje em dia, ouvimos pessoas dizerem que todas as religiões levam a Deus, todas as religiões são boas, e todas oferecem orientação para uma vida mais humana, comprometida com o caminho da humanização. Em poucas décadas, passamos de um julgamento negativo das religiões não cristãs para uma visão mais benevolente, para um desejo de paz entre os caminhos religiosos antes envolvidos em sérios conflitos. A competição entre os deuses cansou os humanos, que tentaram ver como nos diferentes caminhos religiosos existe algo de bom, algo que ajuda a humanidade a ser mais humana. Até mesmo a circulação de leituras de textos sagrados significou o fim do preconceito e o início de uma comparação, de um diálogo entre os ensinamentos dos grandes iniciadores e mestres: quem não se sentiu atraído pelos ensinamentos não violentos e misericordiosos de Gautama Buda? Quem não encontrou frases verdadeiras nas páginas deixadas por Confúcio e muitos outros sábios, especialmente do Oriente, até os místicos sufistas apaixonados pelo Deus único e transcendente, o Deus universal de todos os humanos? Sim, pouco a pouco, as religiões aprenderam a se conhecer melhor e a parar de se condenar mutuamente.

É claro que nem todas as religiões são iguais, e nem todas buscam a paz e a justiça entre os indivíduos e os povos, mas os católicos de hoje podem dizer que nas diferentes religiões existem pepitas de verdade, existem manifestações do Espírito Santo. Onde quer que haja a criatura humana, filha de Deus, há também a ação de Deus, a força e a inspiração do Espírito, a verdade de Cristo. Um papa que, movido pelo amor, falou com o coração aberto, deixou escapar a frase: "Todas as religiões levam a Deus", mas o papa quis dizer que, se as religiões responderem ao seu chamado, então elas podem levar a Deus.

No entanto, também existem religiões idólatras que seduzem e alienam, existem religiões que levam a cometer injustiça, falsidade, desumanidade, mas se as religiões são o que Deus quis que fossem, elas são caminhos que levam a Ele. Sócrates continua sendo Sócrates, Buda continua sendo um grande mestre, Maomé um líder, mas o Senhor e Salvador é somente Jesus Cristo! Ele é o Libertador, ele é o único que nos liberta da morte.

Leia mais