17 Setembro 2025
A universalização do saneamento básico pode gerar retorno de R$ 330 bilhões até 2040 para a região norte, aponta novo estudo do Instituto Trata Brasil em parceria com a EXANTE Consultoria. O estudo, divulgado na última 3ª feira (16/9), calculou os potenciais de ganhos da universalização de saneamento na região que, hoje, possui 82% da população sem acesso à coleta de esgoto.
A reportagem é publicada por ClimaInfo, 17-09-2025.
Como O Globo observou, hoje são despejados o equivalente a 760 piscinas olímpicas de esgoto não tratado diariamente nos rios da Amazônia. De acordo com os pesquisadores, a universalização do saneamento básico – cuja meta deve ser atingida até 2040 – trará impactos positivos para a saúde da população, produtividade econômica, turismo e preservação ambiental.
O valor previsto de R$ 300 bilhões leva em conta o saldo líquido entre ganhos e custos. São R$ 273 bilhões em benefícios diretos, como renda gerada pelo investimento, pelas atividades de saneamento e impostos sobre produção, e quase R$ 243 bilhões pela redução de perdas, como custo de saúde, valorização de imóveis e melhorias no turismo.
No caso da produtividade, o benefício decorre pela melhoria profissional e educacional da população que deixa de ter problemas e doenças relacionados à falta de saneamento básico, contam Agência Brasil e Valor.
O relatório calcula que os benefícios cheguem a R$ 972 bilhões depois da universalização – um retorno de R$ 5,10 para cada R$ 1 investido em saneamento. Os maiores benefícios per capita seriam no Acre, em Rondônia e Amazonas.
Para a presidente do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, o investimento deveria ser tema na agenda pública local. “Infelizmente, a gente ainda tem governantes que enxergam naquele viés do velho ditado de que obra enterrada não dá voto. Por conta de tudo isso, não se investiu durante anos em saneamento básico. O investimento médio na região norte do país em saneamento básico é de R$ 66,52 por ano por habitante, enquanto a gente deveria estar investindo em média R$ 223 por ano por habitante”, afirma.
Exame, R7 e A Crítica também falaram sobre os achados do estudo.
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