23 Agosto 2025
O crescimento das fontes renováveis de energia ajudou a China a reduzir em 1% suas emissões de dióxido de carbono no 1º semestre, estendendo uma tendência de declínio iniciada em março de 2024. É o que mostra uma análise do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (CREA, sigla em Inglês) para o Carbon Brief.
A reportagem é publicada por ClimaInfo, 22-08-2025.
A emissão de CO2 da geração elétrica do país caiu 3% nos primeiros seis meses de 2025, devido à instalação recorde de usinas eólicas e solares no país. Os setores de aço e cimento chineses também contribuíram para a queda, informa a Bloomberg.
No entanto, a crescente indústria química à base de carvão andou na contramão e pode ameaçar os planos chineses para emissões, segundo o Climate Home. A expansão planejada do setor de uso de carvão em produtos químicos pode somar mais 2% às emissões do país até 2029 e complicar os planos de se atingir o pico até o final da década, mostra a pesquisa.
No entanto, mesmo que as emissões da China caiam em 2025 como esperado, o país está destinado a não cumprir várias metas climáticas importantes este ano. Isso inclui metas para reduzir sua intensidade de carbono, controlar rigorosamente o crescimento do consumo de carvão e a nova capacidade de energia a carvão, além de aumentar a participação da fabricação de aço mais “limpo”, com fornos elétricos.
Se os formuladores de políticas quiserem compensar essas barreiras, haverá pressão adicional sobre a próxima NDC da China e seu 15º plano quinquenal para 2026-30. A tendência de queda nas emissões de CO2, e o crescimento de energia limpa que a impulsiona, pode dar a eles mais confiança de que metas mais ambiciosas são alcançáveis, avalia Lauri Myllyvirta, analista-chefe do CREA e pesquisadora sênior do Asia Society Policy Institute.
ABC e Reuters também repercutiram a análise sobre as emissões da China.
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