O medo do crime: um conto de duas cidades

Foto: Maxim Hopman | Unsplash

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26 Fevereiro 2025

"Com os mesmos critérios, revisamos os 10 estudos realizados no Brasil sobre o medo do crime mais bem situados no ranking do P o P, publicados em português no mesmo lapso temporal. Na comparação entre as duas cidades, encontramos níveis muito distintos de medo do crime, sendo o fenômeno muito mais expressivo em Porto Alegre", escrevem Marcos Rolim, Daiana Hermann e Alberto Kopittke em artigo publicado por Ciências Sociais em Revista, 22-02-2025.

Marcos Rolim é professor do mestrado em Direitos Humanos do Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter).

Daiana Hermann é analista de inteligência de mercado no Grupo Ânima Educação.

Alberto Kopittke é diretor executivo do Instituto Cidade Segura.

Resumo:

O artigo é um estudo comparativo sobre o fenômeno do “medo do crime” em duas cidades gaúchas, Porto Alegre e Santa Cruz do Sul, a partir dos dados colhidos por duas pesquisas de vitimização. Na revisão bibliográfica, examinamos as cinco revisões sistemáticas sobre medo do crime melhor ranqueadas segundo a bibliométrica do software Publish or Perish (PoP), publicados em língua inglesa, na plataforma Google Scholar, em um período de 10 anos (2012-2022). Com os mesmos critérios, revisamos os 10 estudos realizados no Brasil sobre o medo do crime mais bem situados no ranking do P o P, publicados em português no mesmo lapso temporal. Na comparação entre as duas cidades, encontramos níveis muito distintos de medo do crime, sendo o fenômeno muito mais expressivo em Porto Alegre. A distribuição do medo em ambas as cidades, entretanto, não se verifica de forma homogênea, havendo diferenças estatisticamente significativas para as variáveis de gênero, raça e renda. Em Santa Cruz do Sul, encontramos uma concentração do medo também significativa segundo a orientação sexual, atingindo mais amplamente homossexuais e bissexuais.

Eis o artigo.

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