Tempo da Criação escuta os gemidos da Terra

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02 Setembro 2024

“É necessária uma ‘virada copernicana’ axiológica, uma mudança radical de mentalidade globalmente, uma revisão substancial da relação entre a humanidade e a natureza”, enfatizou o arcebispo de Constantinopla, Sua Santidade o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, na mensagem para a abertura do Tempo da Criação de 2024, uma atividade ecumênica que se estende de 1º de setembro a 8 de  outubro sob o tema “Esperar e Agir com a Criação”.

A reportagem é de Edelberto Behs

Na carta do apóstolo Paulo aos Romanos (capítulo 8, versículo 22), ele retrata a Terra como uma mãe que geme as dores do parto. Francisco de Assis entendeu isso quando se referiu à Terra como nossa irmã e nossa mãe em seu Cântico das Criaturas. “A fé cristã reconhece o valor supremo da humanidade e da Criação. Nesse espírito, então, o respeito pela sacralidade da pessoa humana e a  proteção da integridade da Criação ‘muito boa’ são inseparáveis”, aponta Bartolomeu I.

Servir ao próximo e preservar o meio ambiente natural “estão intimamente e inseparavelmente conectados”, diz o arcebispo de Constantinopla. Lembra alertas de cientistas de que os mais prejudicados  pela crise climática são os que têm menos. “Isso significa que a questão das mudanças climáticas também é uma questão de bem-estar e justiça social”, frisa.

O patriarca diz mais: “A ameaça ambiental é uma dimensão da crise estendida na civilização contemporânea. Nesse sentido, confrontar o problema não pode ser bem-sucedido com base nos princípios  da mesma civilização, da lógica por trás dela”. Aí entra o apoio das igrejas e religiões, que podem contribuir “significativamente para uma conversão espiritual e avaliativa vital em prol do futuro da  humanidade e do planeta”.

Tempo da Criação enfatiza que “ter esperança em um contexto bíblico não significa ficar parado e quieto, mas sim gemer, chorar e lutar ativamente por uma nova vida em meio às lutas. Assim como no  parto, ocorre um período de dor intensa, mas uma nova vida brota”.

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