“Sem demarcação, Kaiowá e Guarani vão continuar morrendo”. Ato Guarani e Kaiowá em Brasília

Foto: CIMI

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12 Agosto 2024

Lideranças Guarani e Kaiowá realizaram um ato em frente ao Ministério da Justiça, em Brasília, cobrando o fim dos ataques de fazendeiros contra as comunidades indígenas em Douradina (MS).

A informação é publicada por Conselho Indigenista Missionário (Cimi), 09-08-2024.

Na tarde de quinta-feira, 08-08-2024, lideranças Guarani e Kaiowá realizaram um ato em frente ao Ministério da Justiça (MJ) em apelo pelo fim do massacre promovido por fazendeiros da região de Douradina (MS), contra as comunidades da Terra Indígena (TI) Panambi – Lagoa Rica. Os ataques armados sistemáticos duram quase um mês e já resultaram em mais de uma dezena de feridos.

A comunidade exige a desmobilização de um acampamento ruralista instalado dentro da terra indígena, cuja violência e permanência é instigada por políticos locais. As lideranças também reivindicam medidas efetivas de proteção e segurança da comunidade e avanço na demarcação de sua terra.

A TI Panambi – Lagoa Rica foi identificada e delimitada em 2011, com 12 mil hectares, e aguarda desde então a emissão da portaria declaratória, uma atribuição do MJ. Desde 2018, a pasta encontra-se em completa paralisia em relação às terras indígenas. São cinco anos sem nenhum avanço nesta etapa do processo demarcatório.

Para Celso Alziro, cacique da TI Panambi – Lagoa Rica, a demarcação é o único caminho possível para o fim dos ataques. Para ele, “se não tiver demarcação, o povo Kaiowá e Guarani vai continuar morrendo”. Integrantes do Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI) somaram-se ao ato, em solidariedade aos Guarani e Kaiowá.

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