Frei Francisco de Assis e a matéria transfigurada. Artigo de Adriano Cézar de Oliveira

Obra San Francisco de Asís recibiendo los estigmas | Museo Del Prado

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04 Outubro 2025

"Francisco teceu sua existência esboçada sob uma visão cosmoteândrica, isto é, uma visão orgânica da realidade: cósmicadivina e humana, a qual se transformou em conhecimento e experiência indivisa evidenciada na teia de suas relações e testemunhada por seus escritos", escreve Adriano Cézar de Oliveira em artigo enviado ao Instituto Humanitas Unisinos –  IHU

Adriano Cézar de Oliveira é licenciado em Filosofia e bacharelado em Teologia pelo Instituto Santo Tomás de Aquino. Especialista em História da Arte Sacra pela Faculdade Dom Luciano Mendes, em Ciências da Religião, pela Faculdade Única, e em Teologia pelo Instituto Santo Tomás de Aquino. Pesquisador do grupo Arte Sacra Contemporânea: Religião e História do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo, da PUC-SP-LABÔ, e membro do grupo de estudos Marko Ivan Rupnik da Faculdade São Basílio Magno - FASBAM. 

Eis o artigo.

A contemporaneidade, com suas múltiplas facetas e camadas, é marcada por duas tendências que interferem no itinerário humano-espiritual, o neopelagianismo e o neognosticismo, cada qual com suas novas roupagens. Na primeira, dá-se primazia ao livre-arbítrio e nega-se o auxílio da graça como necessário à salvação; na segunda, afirma-se que pelo intelecto o próprio ser humano pode descortinar seu horizonte de salvação. Tanto o individualismo neopelagiano quanto o desprezo neognóstico pelo mundo material, especialmente o corpo, não colaboram com a visão orgânica bíblica acerca da unidade própria da pessoa humana em sua integralidade: bíos, vida biológica; psique, vida psíquica e zoé, vida espiritual.

Ao longo dos séculos, muitos homens e mulheres viveram e testemunharam integralmente a essência da fé cristã. É exemplo desta concepção do ser humano e da vida em sua integralidade, Frei Francisco de Assis que viveu entre os anos de 1182-1226. O assisense, com sua aguda sensibilidade humana e intuição espiritual, compreendeu a íntima ligação das múltiplas realidades que habitam o coração da existência. Sua visão orgânica da vida e integral do ser humano é desafiadora até mesmo para as mentes mais sensíveis. Desde o século XIII, seu olhar se constituiu uma profecia contra o fragmento, o fugaz e o absurdo, questionando uma vida sem raízes, uma liberdade sem horizonte e uma existência sem sentido e apartada da comunhão.

Francisco teceu sua existência esboçada sob uma visão cosmoteândrica, isto é, uma visão orgânica da realidade: cósmica, divina e humana, a qual se transformou em conhecimento e experiência indivisa evidenciada na teia de suas relações e testemunhada por seus escritos. Sua intuição totalizante e reconciliadora expressou inocência originária frente às realidades que o cercavam e a maneira como enxergava a totalidade da vida a partir da graça, da visão trinitária, da compreensão simbólica e da vida comunional.

Ver dentro das coisas, dentro da história e descobrir uma outra história, descobrir um olhar com o qual nos sentimos unidos, esta é a vida real da fé, que é a vida do símbolo. Não separar dois mundos, não indicar uma outra realidade, mas encontrar dentro daquilo que se está à nossa volta a abertura para o Reino. A unidade e a comunhão são sinônimos de ser redimidos e são a participação no Espírito Santo que é a vida como união e amor.[1]

Frei Francisco em um de seus escritos, chamado Laudes Dei Altissimi, afirmou a partir da contemplação divina: “Tu és beleza!”[2], sublinhando um dos universais tão caro e necessário para viver uma vida orgânica. Para reconstruir as “ruínas” do Cristianismo do seu tempo, Francisco proclamou, após abraçar e beijar o leproso (Figura 1) e ouvir a voz de Cristo em São Damião (Figura 2), o Bem, a Verdade e a Beleza, como as únicas vias capazes de regenerar todo o edifício eclesial.[3] No final de sua vida, moribundo, testemunhou poeticamente no seu Canticum Fratris Solis vel Laudes Creaturarum (Figura 3), a agudez de sua visão integral e integradora da tríade Deus-cosmo-homem (Tabela 1).

Figura 1: Ciclo de São Francisco. Centro Aletti. São Francisco beija o leproso, 2009. Mosaico, sem informações sobre as dimensões. Igreja de São Pio de Pietrelcina, San Giovanni Rotondo, Itália.

Figura 2: Ciclo de São Francisco. Centro Aletti. A visão de São Damião, 2009. Mosaico, sem informações sobre as dimensões. Igreja de São Pio de Pietrelcina, San Giovanni Rotondo, Itália.

Figura 3: Laudes Creaturarum, Francisco de Assis, Códice 338, f.f. 33r - 34r, sec. XIII, Biblioteca del Sacro Convento di San Francesco, Assisi, Itália.

Tabela 1:  Canticum Fratris Solis vel Laudes Creaturarum.[7]

TEXTO ORIGINAL

 

Canticum Fratris Solis vel Laudes Creaturarum

 

1. Altissimu onnipotente bon signore, tue so le laude la gloria e l'honore et onne benedictione.

2. Ad te solo, altissimo, se konfano et nullu homo ene dignu te mentovare.

3. Laudato sie, mi signore, cun tucte le tue creature, spetialmente messor lo frate sole,

lo qual' è iorno, et allumini noi per loi.

4. Et ellu è bellu e radiante cun grande splendore, de te, altissimo, porta significatione.

5. Laudato si, mi signore, per sora luna e le stelle, in celu l'ài formate clarite et pretiose et belle.

6. Laudato si, mi signore, per frate vento,

et per aere et nubilo et sereno et onne tempo, per lo quale a le tue creature dai sustentamento.

7. Laudato si, mi signore, per sor aqua, la quale è multo utile et humile et pretiosa et casta.

8. Laudato si, mi signore, per frate focu, per lo quale enn'allumini la nocte, ed ello è bello et iocundo et robustoso et forte.

9. Laudato si, mi signore, per sora nostra matre terra, la quale ne sustenta et governa, et produce diversi fructi con coloriti flori et herba.

10. Laudato si, mi signore, per quelli ke perdonano per lo tuo amore, et sostengo infirmitate et tribulatione.

11. Beati quelli ke 'l sosterrano in pace, ka da te, altissimo, sirano incoronati.

12. Laudato si, mi signore, per sora nostra morte corporale, da la quale nullu homo vivente pò skappare.

13. Guai a quelli, ke morrano ne le peccata mortali: beati quelli ke trovarà ne le tue sanctissime voluntati, ka la morte secunda nol farrà male.

14. Laudate et benedicete mi signore, et rengratiate et serviateli cun grande humilitate.

TEXTO TRADUZIDO

 

Cântico de Frei Sol ou Louvor das Criaturas

 

1 Altíssimo, onipotente, bom Senhor, teus são o louvor, a glória, a honra e toda bênção (cfr. Ap 4,9.11). 

2 Só a ti, Altíssimo, são devidos; E homem algum é digno de te mencionar. 

3 Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas (cfr. Tb 8,7), especialmente o senhor Frei Sol, que é dia e nos iluminas por ele. 
4 E ele é belo e radiante com grande esplendor; de ti, Altíssimo, carrega a significação. 

5 Louvado sejas, meu Senhor, pela Irmã Lua e as Estrelas (cfr. Sl 148,3), no céu as formaste claritas e preciosas e belas. 

6 Louvado sejas, meu Senhor pelo Frei Vento, pelo ar, ou nublado ou sereno, e todo o tempo (cfr. Dn 3,64-65), pelo qual às tuas criaturas dás sustento. 
7 Louvado sejas, meu Senhor pela Irmã Água (cfr. Sl 148, 4-5), que é muito útil e humilde e preciosa e casta. 

8 Louvado sejas, meu Senhor, pelo Frei Fogo (cfr. Dn 3, 63) pelo qual iluminas a noite (cfr. Sl 77,14), e ele é belo e alegre e vigoroso e forte. 
9 Louvado sejas, meu Senhor, por nossa Irmã a mãe Terra (cfr. Dn 3,74), que nos sustenta e governa, e produz frutos diversos e coloridas flores e ervas (cfr. Sl 103,13-14). 

10 Louvado sejas, meu Senhor, pelos que perdoam por teu amor (cfr. Mt 6,12), e suportam enfermidades e tribulações. 

11 Bem-aventurados os que as suportam em paz (cfr. Mt 5,10), que por ti, Altíssimo, serão coroados. 
12 Louvado sejas, meu Senhor, por nossa Irmã a Morte corporal, da qual nenhum homem vivo pode escapar. 
13 Ai dos que morrerem em pecados mortais! Felizes os que ela achar conformes à vossa santíssima vontade, porque a morte segunda não lhes fará mal! (cfr. Ap 2,11; 20,6) 
14 Louvai e bendizei a meu Senhor (cfr. Dn 3,85), e dai-lhe graças, e servi-o com grande humildade.

 

Frei Francisco manifestou em si e em suas relações com o próximo, o cosmo e Deus, conforme testemunhado no Laudes Creaturarum, uma vida nova nascida do encontro com Cristo, filho de Deus; com o cosmo, criado por Deus; e com o ser humano, imagem e semelhança de Deus. Com olhar transfigurado, contemplando o criado e o incriado, empenhou seu corpo, sua mente e seu coração, isto é, sua sinergia divino-humana na renovação da Igreja, sob o influxo do Espírito Santo. O caminho criativo do poverello, demonstra que “a verdade revelada é o amor, o amor realizado é a beleza”[8], conforme a expressão do teólogo ortodoxo russo Pavel Florensky (1182-1937), desse modo:

A criatividade é, portanto, comunicar e revelar com a própria vida a verdade, isto é, dar corpo ao Logos e dar corpo ao Bem, ao Amor. Tornamo-nos belos quando somos a carne do Verdadeiro e do Bom. A beleza é a carne do Verdadeiro e do Bom.[9]

 A vida da beleza – via pulchritudinis – deriva, portanto, da verdade revelada e do amor realizado. Esse caminho dialogal, concreto e amoroso, entre Beleza, Verdade e Mem, elimina o abismo que ainda pode existir, oriundo da má compreensão da Encarnação, entre a realidade divina e a realidade humana, entre o corpo e o espírito, fundado na errônea conceção de que o espiritual é imaterial. Essa divisão pode ser elucidada no seguinte trecho, para depois ser ressignificada:

Uma jovem freira que sofria mais que nenhuma outra criatura humana a renúncia aos prazeres do corpo e que, por diversas noites, foi recolhendo pedaços de papel que alguém fazia passar secretamente por debaixo da porta da sua cela monástica. Eram fragmentos de um papel branquíssimo no qual se podia intuir uma marca ou um desenho de uma parte do rosto. Inicialmente, reconstrói um olho, depois uma madeixa de cabelo, uma orelha, depois a boca, a fronte, o mento. A freira procurou compor o rosto unindo o puzzle e com um certo terror deu-se conta de padecer cada vez mais o fascínio que exalava daquela imagem ainda inacabada. Na última noite, quando era já claro que sobre o pedaço de papel iria encontrar o último fragmento que serviria para completar o rosto inacabado do sedutor secreto, acendeu uma vela para queimar aquela imagem de tentação. Mas qual não foi o seu espanto ao verificar que aquela imagem era o rosto de Deus. Então, uma a uma, engoliu cada um daqueles pedaços de papel como se fossem hóstias consagradas.[10]

A jovem freira da narrativa acima, parece possuir a compreensão que o material se opõe ao espiritual e, como que numa teofania, consegue, aos poucos, na vigília da espera, por meio da contemplação do rosto de Cristo, transfigurar sua concepção, sua ideia abstrata e ir ao âmago da vida espiritual. Por meio dos sentidos, viu na matéria a presença divina, unindo sua humanidade à divindade, experimentando a transfiguração. Assim, a identificação do espiritual como imaterial, “leva a uma compreensão parcial ou até mesmo distorcida daquilo que é verdadeiramente espiritual. Entender o espiritual como imaterial significa excluir da dimensão espiritual todo o mundo material, físico, corpóreo”.[11]

Frei Francisco, conseguiu integrar o mundo material, físico e corpóreo. Em seu caminho espiritual transfigurou o material pelo olhar místico, o físico pelo louvor de todo o criado e o corpóreo pelas feridas de Cristo. Contemplando o caminho da kénosis de Cristo, no Presépio, na Eucaristia e na Cruz, percorreu a vida a contemplar o rosto de Cristo, nos leprosos, na Palavra, no Serafim, no outro desconhecido. Com seus primeiros companheiros, testemunhou, desde cedo, que o acolhimento é o primeiro sinal da vida espiritual, e que a vida fraterna é o lugar de tornar-se filho no Filho.

Na contemplação de Cristo, Todo Beleza, Frei Francisco transfigurou a matéria, primeiramente em si mesmo, depois na cumplicidade com todo o destino humano e, por fim, em toda criatura do cosmo.[12] Testemunhou a Beleza, na Verdade do Evangelho, pregando o Bem iluminado pela Palavra. Transfigurou toda a matéria para depois ter a matéria transfigurada, ao longo dos séculos, para o representar como modelo digno de virtude e imitação, um outro Cristo, um modelo filial, integrado e reconciliado (Figura 4). Francisco transfigurou a matéria à medida que se deixou atravessar pela luz, conforme a perspectiva do filósofo e teólogo russo, Vladimir Soloviov (1853-1900), o qual:

Define a beleza como uma sinergia, uma interação entre a matéria e a luz. Sem a luz a matéria não é bela e, analogamente, também a luz, sem a resistência da matéria, não é bela. Solov’ëv constata isso através do exemplo do carbono e do diamante. Por sua composição química, o diamante é idêntico ao carbono, no entanto o último sufoca a luz, o diamante a faz refletir. Do ponto de vista físico, a estrutura do carbono restringe a luz, no entanto, o diamante a acolhe e a remete multiplicada, ou seja, o diamante aumenta a potência da luz na matéria. [13]

Figura 4: Ir. Maria Ludgera Haberstroh. Cântico do Frei Sol e São Francisco. Pátio Interno da Igreja de Frankfurt Liebfrauenkirche, Alemanha.

Nesta perspectiva, nasce a Iconografia Franciscana, como testemunho da experiência divino-humana de Francisco de Assis e como profecia de comunhão para um mundo desencontrado do Bom, do Verdadeiro e do Belo, em seu sentido mais amplo e profundo, isto é, Trinitário.[15] Neste horizonte, “a arte começa a testemunhar a vida que temos recebido em Cristo do Espírito, a arte se converte em manifestação da vida: linguagem de cores, das pedras, das figuras, mas também a tela e a madeira, se convertem em parte dessa grande manifestação.”[16]

Por fim, propor a reflexão da temática “Frei Francisco de Assis e a matéria transfigurada” é, em suma, elucidar a transfiguração do próprio Francisco que teve seu ser e seu corpo transpassado pela luz até a ferida das chagas; e, ao mesmo tempo, a transfiguração da matéria que, ao longo dos séculos, marcará a arte figurativa de Francisco. Por fim, “a função da arte é profetizar, falar do invisível, evocar com formas e cores o que é inexprimível, aquele que há de mais íntimo, mais precioso: a divino-humanidade”[17], noção que se aplica às representações na arte litúrgica, sobretudo contemporâneas, de São Francisco de Assis e Santa Clara de Assis.

Referências:

[1] RUPNIK, Marko Ivan. A arte da vida: o quotidiano da beleza. Braga: Editorial A. O, 2015, p. 5-6.

[2] FRANCISCO DE ASSIS, Louvores ao Deus Altíssimo, 5.

[3] Vladimir Soloviev, pensador russo do século XIX, nos adverte que “a verdade que não se comunica como beleza é uma ideologia que esmaga as pessoas e o bem que não se realiza como beleza se torna em uma ditadura do bem, um fanatismo moralista, que é o mal”. Cf. TOMMASO, Wilma Steagall. A Beleza é Pascal. Disponível em: https://offlattes.com/archives/2467. Acesso em Acesso em 30 de agosto de 2022.

[4] Disponível em: https://www.centroaletti.com/opere/cripta-rampa-della-chiesa-inferiore-san-pio-pietrelcina-parte-ii-iii-2009-2010/. Acesso em 30 de agosto de 2022.

[5] Disponível em: https://www.centroaletti.com/opere/cripta-rampa-della-chiesa-inferiore-san-pio-pietrelcina-parte-ii-iii-2009-2010/. Acesso em 30 de agosto de 2022.

[6] Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cantico_delle_Creature.djvu. Acesso em 30 de agosto de 2022.

[7] Disponível em: http://centrofranciscano.capuchinhossp.org.br/fontes-leitura?id=231&parent_id=68. Acesso em 30 de agosto de 2022.

[8] (...) a suprema beleza é Cristo Pascal, porque é a humanidade vivida como uma oferta de si, como suprema teofania. Florensky sintetiza a experiência cristã da beleza na seguinte conclusão: “A verdade revelada é o Amor – Cristo, Filho. E o Amor realizado é a beleza”. A suprema beleza é reservada à Igreja, à comunhão, às pessoas que vivem uma vida que é amor e que se realiza ao modo de Cristo, um modo pascal. Cf. TOMMASO, Wilma Steagall. A Beleza é Pascal. Disponível em: https://offlattes.com/archives/2467. Acesso em Acesso em 30 de agosto de 2022.

[9] RUPNIK, Marko Ivan. A arte da vida: o quotidiano da beleza. Braga: Editorial A. O, 2015, p. 6.

[10] GUERRA, Tonino. Histórias para uma noite de calmaria. Lisboa: Assítrio & Alvim, 2002 apud OLIVEIRA, Mário Rui de. O rosto inacabado: aproximações ao rosto de Cristo e do homem. Fátima: Secretariado Nacional de Liturgia, 2022, p. 11.

[11] RUPNIK, Marko Ivan. No fogo da sarça ardente: iniciação à vida espiritual. Tradução Felipe Koller. Curitiba: Editora Carpintaria, 2022, p. 25, e continua: Durante séculos muitos pregadores exortavam os fiéis a se ocupar das coisas da religião (das coisas espirituais) e, para explicar a que se referiam, convidavam a não se interessar pelas coisas da terra, a não se enredar nas coisas materiais.

[12] Afirma Rupnik: “em Cristo encontro a mim mesmo, a minha verdade, e junto a Cristo encontro a tudo e a todos”. RUPNIK, Marko Ivan. Êxodo: caminho para a libertação. Aparecida: Santuário, 2022, p. 122.

[13] Cf. TOMMASO, Wilma Steagall. Beleza e arte contemporânea na concepção de Marko Ivan Rupnik. Disponível em: https://www.espacoliturgicocnbb.com.br/v1/?p=noticias&r=lerNoticia&id=43. Acesso em Acesso em 30 de agosto de 2022.

[14] Disponível: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Frankfurt_Liebfrauenkirche_Innenhof_Franziskus-Mosaik.jpg. Acesso em 30 de agosto de 2022.

[15] Pavel Florensky, o grande gênio e mártir russo já citado, dizia que “o sentido da vida espiritual, de cada ato cristão, é chegar a ser belo”. Cf. TOMMASO, Wilma Steagall. A Beleza é Pascal. Disponível em: https://offlattes.com/archives/2467. Acesso em Acesso em 30 de agosto de 2022.

[16] Cf. TOMMASO, Wilma Steagall. A arte de Marko Ivan Rupinik. In: RUPNIK, Marko Ivan. Êxodo: caminho para a libertação. Aparecida: Santuário, 2022, p. 155.

[17] Cf. TOMMASO, Wilma Steagall. A arte de Marko Ivan Rupinik. In: RUPNIK, Marko Ivan. Êxodo: caminho para a libertação. Aparecida: Santuário, 2022, p. 157.

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