Guatemala. O governo queixa-se ao Vaticano e a prisão do cardeal Ramazzini não está descartada

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04 Dezembro 2023

  • O cardeal denunciou as tentativas de “manter uma ditadura legal” na Guatemala.

  • O próprio núncio no país teria notificado o cardeal, de 76 anos, que o governo de Alejandro Giammattei, na presidência até janeiro próximo, havia enviado ao Vaticano uma carta “muito forte” contra o bispo de Huehuetenango.

  • “Pode ser que talvez em algumas das minhas declarações algumas pessoas se sintam ofendidas e magoadas, em geral procuro ser respeitoso nas declarações que faço, porque o princípio fundamental para mim é respeitar as outras pessoas, mesmo que elas pensem diferente de mim”, acrescentou o cardeal.

  • Em julho, face aos protestos populares exigindo o respeito do popular na segunda volta das eleições presidenciais e face à vitória de Bernardo Arévalo, do Movimento Semilla, Ramazzini, em declarações a Emisoras Unidas, o prelado denunciou os movimentos do governo para permanecer no poder.

A reportagem é de José Lorenzo, publicada por Religión Digital, 01-12-2023.

A onda autocrática que varreu a América Latina e o Caribe nos últimos anos, com uma classe política cujo descrédito corre em paralelo à ascensão populista de todos os sinais, está esbarrando, na maioria dos casos, em uma única represa: a voz da Igreja Católica. Acontece na Venezuela, na Nicarágua, na Argentina. E também na Guatemala. O exemplo mais recente: rumores sobre um suposto mandado de prisão contra o cardeal Álvaro Ramazzini.

Segundo esta informação, o próprio núncio no país teria notificado o cardeal de 76 anos de que o governo de Alejandro Giammattei, na presidência até janeiro próximo, havia enviado uma carta “muito forte” contra o bispo de Huehuetenango. O Vaticano, embora nem o representante diplomático do Papa no país centro-americano nem o próprio afetado tivessem tido acesso a essa carta, pelo que ele próprio iria interessar-se pelo assunto perante a Secretaria de Estado da Santa Sé.

Em declarações ao La Red recolhidas pela imprensa guatemalteca, e sobre este possível processo e suposto mandado de prisão contra ele, Ramazzini afirmou que “espero que não, mas foi alguém dos 48 cantões que me ligou para dizer que contava com seu apoio porque sabiam que havia um processo contra mim e que isso poderia significar – vocês sabem em que país estamos – poderia significar um mandado de prisão”.

Neste sentido, vale lembrar que, em julho passado, diante dos protestos populares exigindo que o voto popular fosse respeitado no segundo turno das eleições presidenciais, e diante da vitória de Bernardo Arévalo, do Movimento Semilla, Ramazzini, em declarações à Rádio Estações Unidas, denunciou os movimentos do governo para permanecer no poder.

A surpresa dos resultados eleitorais

“Talvez esperassem que o resultado das eleições fosse diferente, no sentido de candidatos que pensavam que eram os que preferiam e pensavam que iriam ganhar e não foi assim. Para todos, o resultado da votação foi realmente uma grande surpresa, onde Bernardo Arévalo era uma possibilidade de se tornar presidente”, afirmou.

“O que parece à primeira vista”, acrescentou, “é que eles querem permanecer no poder. Eles querem realmente, como dissemos em alguns círculos, manter uma ditadura legal. É contraditório falar sobre isso, mas esse contraste serve para entender o que pretendem”.

Na verdade, o segundo turno das eleições, segundo os observadores enviados pela União Europeia, terminou com “uma clara vitória de Bernardo Arévalo, do partido Movimento Semilla, certificada pelo Tribunal Supremo Eleitoral, o resultados eleitorais da mais alta autoridade do país", embora, em um comunicado, "as tentativas contínuas e persistentes de minar esses resultados eleitorais tenham sido denunciadas através de ações jurídicas e processuais seletivas e arbitrárias que não cumprem a Constituição da Guatemala ou as leis internacionais e regionais padrões aos quais o país aderiu.

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