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28 Outubro 2023

Podemos rezar pela paz, que parece ser uma coisa muito bonita, mas é preciso ver de que paz se trata, se é uma paz em que o mal é derrotado ou uma paz que, a fim de se tê-la, satisfaz os agressores e os violentos depois de terem feito sua rapina e deixa os derrotados feridos e ofendidos.

A opinião é de Riccardo Di Segni, rabino-chefe de Roma, em artigo publicado por La Repubblica, 27-10-2023. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Para quem ouve as notícias sobre os conflitos em curso, da Ucrânia a Israel-Palestina, e não fica indiferente, depois do desânimo e da raiva (talvez em sentido único), surge o sentimento de impotência.

Todos gostariam de não ficar sabendo de certas notícias, de não ver certos programas, de esperar que tudo acabe o quanto antes. Mas o que se pode fazer senão gritar, participar de marchas, pressionar o próprio governo? São instrumentos pouco eficazes em relação aos poderes das partes em conflito. Porém, pelo menos para quem crê, muito ou apenas um pouco, há um instrumento importante de intervenção, a oração.

A oração veicula as aspirações do indivíduo, é eficaz para unir um grupo, expressa a dor e pede que ela seja confortada e encontre seu fim; e quem reza, considera e espera que sua oração possa ser ouvida e acolhida.

Se a oração é a voz da alma, a expressão de suas dificuldades e de seus pedidos, isso não significa, porém, que a oração seja automaticamente um valor absoluto. Depende do que se pede.

Podemos rezar pela paz, que parece ser uma coisa muito bonita, mas é preciso ver de que paz se trata, se é uma paz em que o mal é derrotado ou uma paz que, a fim de se tê-la, satisfaz os agressores e os violentos depois de terem feito sua rapina e deixa os derrotados feridos e ofendidos.

Pode-se rezar pela ruína dos inimigos, pela vitória na batalha, e tudo depende de quem são os inimigos. Cada um afirma fazer guerras justas. As guerras são sempre uma ofensa à dignidade humana, envolvem morte e destruição, e certamente devem ser evitadas, mas, quando a própria existência está em jogo diante de um inimigo irredutível, a alternativa pacifista também é discutível moralmente. É difícil dizer que a derrota do nazismo, por exemplo, tenha sido uma derrota para todos. Às vezes, alguém deve ser derrotado, somente ele e para sempre.

A oração é uma arma, mesmo que não dispare, e sua moralidade depende de seu conteúdo. É bonito ver multidões reunidas para pedir a paz, que olham para além dos termos dos conflitos, que querem o fim do sofrimento, mas é preciso avaliar se olhar além não significa achatar as diferenças e tornar todos iguais; em cada conflito, nem todos os bons estão de um lado, nem todos os maus do outro, mas certamente existem os “mais bons” e os “mais maus”. A oração pode se tornar um álibi para desopilar a consciência, para estabelecer uma equidistância inoportuna, para cancelar as avaliações morais.

Depois da saída do Egito, quando os judeus se encontraram diante do mar, com o exército egípcio pressionando às suas costas para levar os fugitivos de volta à escravidão, Moisés começou a rezar. E do Céu lhe responderam: “Por que estás gritando? Fala aos filhos de Israel que partam” (Êxodo 14,15). Há o momento da oração e o da ação.

Diz-se que durante a Shoá um rabino se dirigiu a um bispo na França para lhe pedir ajuda para esconder pelo menos as crianças. A resposta do bispo foi “estamos rezando por vocês”. O rabino replicou que, quanto às orações, ele e sua comunidade também eram muito bons em fazê-las, mas era o momento de fazer alguma coisa (que depois efetivamente foi feita).

Os profetas da Bíblia criticaram severamente uma religião em que os atos formais não são precedidos pelo arrependimento, pelo reconhecimento das culpas, pela correção das opiniões equivocadas, a começar pelas próprias e continuando pelas dos outros. Com essas premissas, o valor da oração e da invocação da paz crescerá, será mais alto, mais crível, mais eficaz.

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