Abade passa por constrangimento na Jerusalém Velha

Abade da Abadia da Cidade Velha, Nikodemus Schnabel. (Foto: Andrea Krogmann | KNA - Catholic News Agency)

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28 Julho 2023

Ao visitar o Muro das Lamentações na companhia da ministra da Educação e Pesquisa da Alemanha, Bettina Stark Watzinger, no dia 19 de julho, o abade da Abadia da Cidade Velha, Nikodemus Schnabel, foi barrado por uma recepcionista ao solicitar que ele deveria colocar a cruz que o identificava como religioso dentro da roupa.

A reportagem é de Edelberto Behs.

A recepcionista argumentou que a cruz era “muito grande e inadequada para este lugar”. “Isso é muito duro. Você não está respeitando a minha religião”, disse o abade à recepcionista. “Isso não é uma provocação, sou um abade. Este é o meu vestido. É assim que estou vestido”. “Eu não disse para você fazer algo com o seu vestido. Eu disse para você fazer algo com sua cruz”, retrucou a recepcionista.

“A cruz faz parte do meu código de vestimenta. Sou um abade católico romano. É assim que me visto”.

O abade postou no Twitter: “Infelizmente, não foi um final tão bom de um passeio pela cidade velha de Jerusalém. É doloroso ver como o clima nesta cidade maravilhosa está mudando cada vez mais para pior sob o novo governo. Jerusalém é grande suficiente para todos!” À agência árabe i24 o abade disse que ficou “muito surpreso” com o pedido da recepcionista.

“Eu não estava tentando provocar ninguém, este foi o fim de uma longa turnê pela Cidade Velha”, disse. “Acredito que Jerusalém é uma cidade aberta para qualquer pessoa e, para mim, o futuro de Jerusalém são as pessoas das religiões judaica, muçulmana e cristã que vêm rezar nesta cidade sagrada. Para mim, não é compreensível que as pessoas não aceitem que eu esteja aqui”.

Depois que a postagem viralizou, o embaixador de Israel no Vaticano afirmou, também pelo Twitter, que estava “chocado” com o incidente. “Devemos prevenir esses atos indescritíveis e devemos garantir que eles não se repitam. A liberdade de religião e culto é garantida em Israel e, portanto, deve continuar”.

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