Uma liberdade essencial à democracia que está em retrocesso

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06 Mai 2023

Na passagem do 30º aniversário do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, proclamado pela ONU em 3 de maio de 1993, a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) lamenta que no período esse princípio democrático, motor de outros direitos humanos, está retrocedendo.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

“Do Peru ao Irã, do Sudão ao Afeganistão, os governos estão tomando medidas drásticas para impedir a liberdade de expressão e impedir o direito do público de saber, incluindo restrições à Internet, espancamento, prisão e intermediação de jornalistas, controle de conteúdo da mídia e introdução de leis drásticas de mídia e outras leis para restringir o livre fluxo de informações”, lamentou o presidente da FIJ, Dominique Pradalie.

Números sustentam essas restrições. Nos últimos seis anos, foram assassinados mais de 600 jornalistas. Nove em cada dez casos permanecem impunes. A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, informou que 2022 foi o ano mais fatal para jornalistas. As mortes ocorreram principalmente fora das zonas de guerra.

Pelo menos 68 trabalhadores da mídia morreram em 2022, 50% a mais do registrado no ano anterior. Segundo o secretário-geral da ONU, António Guterres, a verdade é ameaçada pela desinformação e pelo discurso de ódio, que procuram confundir os limites entre fato e ficção, entre ciência e conspiração.

Somente no ano passado, 323 jornalistas foram presos e quase 75% dos profissionais da imprensa sofreram violência virtual, e um em cada quatro foi ameaçado fisicamente. A China aparece como a maior carcereira do mundo. Treze jornalistas foram mortos desde o início da guerra na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022. Milhares de jornalistas afegãos e suas famílias tiveram que deixar o país por medo de serem mortos.

A FIJ lamenta que, apesar das boas intenções expressas em duas resoluções da ONU (1738 e 2222) sobre proteção de jornalistas, nenhum compromisso real aconteceu para erradicar a violência contra comunicadores e tornar a profissão mais segura.

Este ano, o Prêmio Mundial de Liberdade de Imprensa Unesco/Guillermo Cano foi concedido a três jornalistas iranianas: Niloofar Hamedi e Elahed Mohammadi, detidas em setembro de 2022 por reportarem a morte da jovem Mahsa Amini, presa por não usar “corretamente” o véu e morta sob custódia policial. A terceira premiada é Narges Mohammadi, sentenciada em 2016 a 16 anos de prisão.

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