Nestlé, menos da metade dos produtos podem ser definidos como “saudáveis”

Foto: Nestlé | Flickr CC

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22 Março 2023

Os dados reportados pelo Financial Times emergem do relatório anual que dá o boletim dos ingredientes.

A reportagem é publicada por La Repubblica, 21-03-2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

Menos da metade dos principais produtos da Nestlé pode ser considerado "saudável". É o que revela o relatório anual da gigante alimentar suíça e destacado pelo Financial Times.

O documento explica que alimentos e bebidas, que respondem por 54% do faturamento do grupo - com exceção das linhas pet food, infantil, vitaminados e produtos para necessidades nutricionais especiais – receberam uma pontuação inferior a 3,5 estrelas. Um 'voto' dado com o sistema de classificação HSR que é considerado uma referência para esse tipo de avaliação. Segundo o que diz a organização sem fins lucrativos Iniciativa de Acesso à Nutrição, significa ter uma avaliação que não pode permitir que sejam considerados "saudáveis" no sentido que costumamos entender.

São considerados os níveis de gorduras saturadas, açúcares e sal em cada um dos produtos e também a presença de ingredientes que, ao contrário, ajudam no equilíbrio, como fibras, frutas e vegetais. No final, fecha-se a soma e o 'voto' é dado aos produtos da gigante a quem devemos, entre outras coisas, Smarties, Nesquik e Nescafé.

O jornal nova-iorquino lembra que essa transparência surge após pressão de acionistas e associações que pedem que essas informações sejam mais veiculadas aos consumidores. Holly Gabriel, ativista de investimento responsável da ShareAction, de fato comentou positivamente sobre a escolha da Nestlé de destacar esses dados. Por outro lado, observou que o grupo ainda depende em demasia, em seus negócios, de produtos que não são saudáveis.

No mês passado, o CEO Mark Schneider explicou aos analistas os esforços e progressos feitos para reduzir os ingredientes nocivos de seus produtos. Por outro lado, a inflação e os aumentos dos custos elevaram a exigência da produção das empresas e também impactam nos consumos, sugerindo prudência aos gestores em relação a grandes mudanças.

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