O sábado. Artigo de Raniero La Valle

Foto: unsplash

Mais Lidos

  • Inspirado na filosofia africana de Mogobe Ramose e pela história do Quilombo Mesquita, em Cidade Ocidental, Goiás, pesquisador defende que a pluridiversidade das comunidades quilombolas revela uma forma de existência fundada na ancestralidade, na reciprocidade e na multiplicidade das cosmopercepções.

    Pluridiversidade quilombola: quando a multiplicidade dos mundos se torna horizonte de justiça, pertencimento e resistência. Entrevista especial com Manoel Barbosa Neres

    LER MAIS
  • O que falta no programa de Lula. Artigo de Luiz Carlos Bresser-Pereira

    LER MAIS
  • A figura de Trump provavelmente pairará sobre a viagem do papa à América Latina

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

10 Outubro 2022

 

No domingo, 02-10-2022, o Francisco, em vez de explicar o Evangelho no Angelus, como vem fazendo há nove anos e os outros papas faziam antes dele, colocou-se em campo pela paz mundial, renovando depois de dois mil anos o escândalo, ele chefe do Sábado, segundo o qual o Sábado (o Evangelho) é feito para o homem e não o homem para o Evangelho. Suplicou a Putin que parasse, também por amor ao seu povo, essa espiral de violência e morte, apelou a Zelensky para se abrir ao diálogo, ou seja, à negociação, sobre propostas sérias de paz, pediu insistentemente aos protagonistas da vida internacional, isto é, a ONU, a União Europeia e a OTAN, e aos líderes políticos das nações, ou seja, Biden, Ursula e Stoltenberg, para pôr fim à guerra em curso, sem se deixar envolver em escaladas perigosas.

 

O comentário é de Raniero La Valle, jornalista e ex-senador italiano, em artigo publicado em Chiesa di tutti Chiesa dei poveri, 07-10-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Ele não pediu a apenas um que parasse a espiral da guerra, impossível para apenas um, mas que se fizesse por meio de uma negociação entre os protagonistas. Deixando de lado as salas de tortura, o roubo de dentes de ouro dos mortos, o plano perverso da conquista da Ucrânia, da Polônia e, com efeito dominó, de toda a Europa e o restabelecimento do Império de Pedro, o Grande, as negociações devem ocorrer sobre a verdadeira disputa que está na origem da guerra, ou seja, apesar das anexações colocar de novo em jogo o status das quatro regiões de Donbass e a entrega da Ucrânia à OTAN. Putin respondeu com silêncio, Zelensky respondeu promulgando uma lei proibindo negociações com a Rússia e pedindo mais armas, os outros protagonistas responderam esperando que a Rússia recorresse à arma atômica tática e se preparando para responder com as armas nucleares estratégicas.

 

Saberão agora os líderes das nações, os senhores de suas opiniões públicas, os opostos promotores das manifestações "pela paz", Micromega, os partidos, os associados nas alianças de governo e saberemos nós também sacrificar cada um seu Evangelho para homem, e não o homem ao seu Evangelho?

 

Leia mais