Mais tiros, menos livros

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12 Agosto 2022

 

O Brasil perde livrarias, mas ganha clube de tiros. Em cinco anos, de 2015 a 2020, o país viu o fechamento de 764 bibliotecas públicas, mas inaugurou, desde 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro, até maio passado, 1.006 clubes de tiros! Esse dado é do Exército e foi publicado pelo UOL.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

 

Atualmente, o Brasil tem 2.061 clubes de tiros, uma tendência vinculada ao aumento da venda de armas, incentivada pela presidência da República. A maioria dos clubes de tiros está concentrada em centros urbanos, mas a “novidade” já se faz presente em algumas cidades interioranas.

 

De acordo com os últimos dados disponíveis no Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), o Brasil tinha, em 2015, 6.057 casas de empréstimos de livros, número que caiu para 5.293 em 2020.

 

Os Estados de São Paulo e Minas Gerais foram os que mais fecharam bibliotecas públicas, 91% do total. De 842 passaram a ser apenas 304 as bibliotecas públicas paulistas, 70% de todas as casas fechadas no período. Minas tinha 880 bibliotecas, passou a ter 728.

 

O quadro de bibliotecas públicas do Brasil atual destoa do período 2004 a 2011, quando o Programa Livro Aberto do governo federal, em parceria com municípios, criou 1.075 novas bibliotecas e 682 foram modernizadas, segundo o SNBP.

 

O fenômeno negativo também se verifica nas lojas que vendem livros. Em 2014, o Brasil contava com 3.095 livrarias, número que caiu para 2.200 em 2021, segundo a Associação Nacional de Livrarias (ANL). A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) indica que o ideal é a disponibilidade de uma livraria para cada grupo de 10 mil habitantes. No Brasil, há uma livraria para cada 96 mil!

 

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