Clima extremo é “coro de angústia” da Terra, diz papa

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22 Julho 2022

 

Pontífice apelou para líderes mundiais conterem as mudanças climáticas e preservarem a biodiversidade, destacando que o aquecimento global prejudica mais as populações pobres e indígenas.

 

(Foto: Reprodução | Vatican Media)

 

A reportagem é publicada por Deutsche Welle, 21-07-2022.

 

O papa Francisco pediu nesta quinta-feira (21/07) aos líderes mundiais que prestem atenção ao "coro de gritos de angústia" da Terra, decorrente das mudanças climáticas, condições climáticas extremas e perda de biodiversidade.

 

Em mensagem para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, celebrado em setembro, ele pediu às nações que enfrentem as mudanças climáticas com a mesma atenção com que encaram os desafios globais, como guerras e crises de saúde, destacando que o aquecimento global prejudica mais as populações pobres e indígenas.

 

Francisco disse que os países ricos têm uma "dívida ecológica", porque causaram a maior parte da poluição ambiental nos últimos dois séculos, prejudicando a "música" da natureza.

 

"Tragicamente, essa doce canção é acompanhada por um grito de angústia. Ou melhor ainda: um coro de gritos de angústia. Em primeiro lugar, é nossa irmã, mãe Terra, que grita. Vítima de nossos excessos consumistas, ela chora e implora que acabemos com nossos abusos e com a destruição dela."

 

Por outro lado, as nações menos ricas não estariam isentas de suas responsabilidades: "É necessário todos agirem, com decisão. Estamos chegando a um ponto de ruptura".

 

Nos últimos dias, a Europa tem enfrentado uma onda de calor extremo, com centenas de mortes e milhares de hectares de florestas e terras agrícolas destruídos em incêndios, provocando alertas de que a luta contra as mudanças climáticas precisava ser intensificada.

 

Encontro com indígenas do Canadá

 

O apelo do papa veio alguns dias antes de ele partir em viagem para o Canadá, onde se reunirá a indígenas em Iqaluit, no Ártico canadense, parte da região de aquecimento mais rápido da América do Norte.

 

"Expostos à crise climática, os pobres sentem ainda mais gravemente o impacto da seca, inundações, furacões e ondas de calor cada vez mais intensos e frequentes. Da mesma forma, nossos irmãos e irmãs dos povos indígenas estão clamando. Por interesses econômicos predatórios, suas terras ancestrais estão sendo invadidas e devastadas por todos os lados, provocando um grito que sobe aos céus."

 

Francisco repetiu um apelo "em nome de Deus" que fez pela primeira vez em 2021 às indústrias de mineração, petróleo, silvicultura, imobiliária e agronegócio para "pararem de destruir florestas, pântanos e montanhas, para pararem de poluir rios e mares, para pararem de envenenar alimentos e pessoas".

 

O papa, que em 2015 publicou uma grande encíclica sobre proteção ambiental, disse que a Conferência de Biodiversidade da ONU (COP15), que será realizada no Canadá em dezembro, seria uma grande oportunidade para um acordo visando deter a destruição de ecossistemas e a extinção de espécies.

 

Para ele, a COP15 poderia construir uma base ética clara para as mudanças necessárias a preservar a biodiversidade, apoiar a conservação e dar prioridade às populações vulneráveis, incluindo os povos indígenas.

 

Francisco também destacou a importância da Conferência Mundial sobre o Clima (COP27), programada para novembro no Egito, e pediu a "implementação efetiva" do acordo de Paris para o clima, cuja meta é limitar o aumento da temperatura média global a 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais.

 

Numa coletiva de imprensa para apresentar a mensagem, o cardeal Michael Czerny, chefe do Escritório de Desenvolvimento do Vaticano, pediu o fim imediato de novas explorações e produção de carvão, petróleo e gás e a eliminação gradual da produção de combustíveis fósseis.

 

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