Roçado Solidário: iniciativa une o campo e a cidade em nome da solidariedade

Voluntários experimentam um dia de trabalho no roçado plantando comida saudável para quem tem fome. (Foto: Quentin Delaroche | Mãos Solidárias)

Mais Lidos

  • "A adesão ao conservadorismo político é coerente com uma cosmologia inteira que o projeto progressista rechaça". Entrevista especial com Helena Vieira

    LER MAIS
  • Quando uma estudante de teologia desafiou o cardeal

    LER MAIS
  • Neste ano, o El Niño deve ser terrível. Artigo de Vivaldo José Breternitz

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

18 Julho 2022

 

O projeto já garantiu a doação de duas toneladas de alimentos como alface, cebola, jerimum, macaxeira e jiló.

 

A reportagem é de Rodolfo Rodrigo, publicada por Brasil de Fato, 17-07-2022.

 

De manhã cedo na capital pernambucana, os voluntários do Roçado Solidário já se preparam para ir para a cidade de Moreno, na Região Metropolitana do Recife, trabalhar no campo. Eles fazem parte uma iniciativa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que produz solidariedade e alimentos saudáveis.

 

Em um percurso de 28km, os voluntários vão até o lugar onde são cultivados alimentos. A viagem dura em média trinta minutos. No roçado, os voluntários são instruídos sobre como preparar a terra, plantar e colher, movimentos tão conhecidos para quem trabalha no campo. Desde o surgimento, os roçados já produziram mais de 950 toneladas de alimentos, que foram doados para famílias moradoras das periferias do Recife e da Região Metropolitana.

 

 

"O roçado serve para nós produzirmos solidariedade, para nós plantarmos solidariedade, plantarmos fraternidade, plantarmos comida saudável para quem precisa. Já temos algumas dezenas de Roçados Solidários e a ideia funciona, mais ou menos, assim: cada assentamento, cada acampamento tem o seu roçado, onde destina uma área, meio hectare, um hectare para plantar para a solidariedade", destaca Paulo Mansan, coordenador da campanha Mãos Solidárias, que acredita que o projeto foi pensado para unir o campo e a cidade contra a fome, agravada pela pandemia da covid-19. "E alguns de nós construímos e produzimos com companheiros e companheiras da cidade, inclusive companheiras que estão recebendo esses alimentos nas suas comunidades e outras pessoas que queiram conhecer o MST também", conclui.

 

Voluntários

 

Quem conhece e gosta de vivenciar a experiência do roçado solidário é a Maria Pignata, que colabora com a ação e descreve o sentimento de solidariedade. "É ter coragem de entrar no fogo podendo até se queimar, mas está lá colocando seu corpo, a sua vida para ajudar o outro. Isso aí é a coisa mais fantástica que eu encontrei nessa pandemia no Roçado Solidário", diz.

 

Nos roçados, os voluntários fazem todo o trabalho, do preparo da terra até o cultivo dos alimentos, que têm gerado frutos refletidos nas toneladas de alimentos colhidos. "Nesse roçado aqui nós temos, aproximadamente, 1.600 pés de bananas. Já colhemos mais de duas toneladas de produtos entre alface, cebola, jerimum, macaxeira, jiló, beringela, então uma gama de produtos, todos destinados para a solidariedade", afirma.

 

Saiba como participar

 

Para fazer parte do time de produtores voluntários só precisa ter vontade. Os encontros são organizados através das redes sociais da Campanha Mãos Solidárias, que reúne diversas iniciativas como esta, em prol das pessoas que mais precisam.

 

Para quem tem interesse em conhecer mais de perto o trabalho no campo e também exercer a solidariedade, os encontros são aos sábados, de quinze em quinze dias, às 6h da manhã, no Armazém do Campo, em Recife.

 

Leia mais